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Livro detalha pagamento por vídeo de agressão contra Cassie Ventura

Obra de Cheyenne Roundtree relata como Sean Combs tentou impedir a divulgação de imagens feitas em um hotel de Los Angeles.

Livro detalha pagamento por vídeo de agressão contra Cassie Ventura
Foto: AFP

Um segurança recebeu US$ 100 mil para entregar um pendrive com imagens de Sean Combs agredindo Cassie Ventura em um hotel e impedir que a gravação fosse divulgada. O valor, equivalente a cerca de R$ 500 mil, seria dividido com outros dois funcionários.

O episódio ocorreu em março de 2016. Nas imagens, Combs agarra a então namorada, joga-a no chão, dá dois chutes e a arrasta por um corredor. Eddy Garcia, que trabalhava na segurança do hotel, entregou o dispositivo e assinou um acordo de confidencialidade com multa prevista de US$ 1 milhão, cerca de R$ 5 milhões.

A gravação só se tornou pública oito anos depois. Garcia contou que recebeu o dinheiro enquanto o empresário usava uma máquina para contar as cédulas. Na saída, Combs o aconselhou: “não fazer nenhuma compra grande”.

Relação profissional e pessoal

O caso é reconstituído pela jornalista Cheyenne Roundtree no livro “Bad Boy for Life: A Ascensão e a Queda de Sean ‘Diddy’ Combs”, publicado no Brasil pela BestSeller. A autora combina entrevistas, processos, depoimentos judiciais e reportagens anteriores para narrar a trajetória do rapper e empresário.

Cassie tinha 19 anos quando assinou, em 2006, contrato para dez álbuns com a gravadora Bad Boy. Ela lançou apenas um. O relacionamento com Combs começou no ano seguinte e durou cerca de uma década. Ele era 17 anos mais velho e tinha influência sobre a carreira da cantora.

Segundo Roundtree, a dependência também envolvia dinheiro e moradia. Combs havia dado um apartamento à cantora, e o fim do relacionamento significaria romper com o namorado, o patrão e o provedor. “Todos esses fatores tornavam muito difícil sair”, afirma a jornalista.

O livro descreve os encontros chamados por Combs de “freak-offs”, nos quais Cassie fazia sexo com acompanhantes masculinos contratados. A participação dela foi discutida no julgamento, que analisou se havia consentimento ou coerção por violência, ameaças e outros meios.

Julgamento e condenação

A defesa apresentou mensagens em que Cassie demonstrava interesse em participar desses encontros. Roundtree afirma que as conversas precisavam ser interpretadas dentro de uma relação longa, marcada também por afeto. Segundo a autora, a cantora disse que algumas vezes aceitou participar por amar Combs, mas não queria fazer sexo com outros homens.

Antes da agressão no hotel, Cassie se preparava para a estreia do filme “O Par Perfeito”. Em uma mensagem, afirmou que queria um “freak-off”, mas temia estar debilitada para o evento. Depois do episódio, os dois apareceram juntos no tapete vermelho. A reconstituição diz que ela usou maquiagem para esconder um olho roxo e marcas no corpo, embora uma lesão continuasse visível no braço.

Em julho de 2025, o júri absolveu Combs das acusações de tráfico sexual e conspiração para associação criminosa, mas o considerou culpado de dois crimes de transporte para fins de prostituição. Em outubro daquele ano, a pena foi fixada em 50 meses de prisão.

Roundtree afirma que a condenação não exigia provar coerção, mas demonstrar que Combs organizou viagens interestaduais para encontros sexuais pagos. Ela também relata dificuldades para conectar os depoimentos de duas ex-namoradas à acusação de que o empresário liderava uma organização criminosa.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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