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Encontro Marcado mantém acervo de 12 mil livros com recomendações pessoais

Locadora criada em 1996, no Rio, oferece empréstimos por mensalidade e preserva o contato direto entre leitores e bibliotecária.

Encontro Marcado mantém acervo de 12 mil livros com recomendações pessoais
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

A Encontro Marcado mantém cerca de 12 mil títulos e atende aproximadamente 70 clientes fixos em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Criada em 20 de maio de 1996, a locadora funciona com recomendações feitas por Ana Klajman, bibliotecária aposentada que conhece os hábitos dos leitores e acompanha os lançamentos.

O serviço tem uma mensalidade de R$ 120, que permite levar quantos livros o cliente quiser, sem prazo para devolução. Outra opção, de R$ 60, dá direito a retirar um título por vez. O leitor leva a obra, devolve quando termina e escolhe a próxima.

Um acervo acompanhado de perto

Ana, 83, organiza os livros pela Classificação Decimal de Dewey, sistema usado para separar obras por assunto. Ela também recorre à memória para localizar títulos e lembrar o que cada cliente já leu. O acervo reúne clássicos, lançamentos, literatura infantil, biografias e livros sobre história, cinema, teatro e poesia.

A autora mais procurada atualmente é Freida McFadden, de “A Empregada”. Ana busca novidades nos jornais, nas solicitações dos clientes e em visitas semanais às livrarias. Parte dos livros disponíveis é difícil de encontrar em livrarias.

Rita Benaderet, 74, frequenta o espaço desde 2009 e diz que boa parte de suas leituras atuais vem da locadora. Para ela, o modelo também evita o acúmulo de exemplares em casa. “Dificilmente ela me recomendou alguma coisa de que eu não gostei”, afirma.

Como a locadora começou

Ana trabalhou por 27 anos na Biblioteca de Copacabana, onde chegou à subchefia. Depois que a biblioteca fechou, aposentou-se e decidiu continuar próxima dos livros e dos leitores. A ideia de abrir o negócio partiu de uma sugestão do marido.

O nome Encontro Marcado foi inspirado no romance “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino. Karen Klajman, filha de Ana, pediu uma indicação de literatura brasileira quando tinha cerca de 22 anos. Depois de ler o livro, ajudou a batizar o espaço. O escritor visitou a locadora e autografou exemplares de suas obras.

Karen, hoje com 54 anos, trabalhou com a mãe por décadas. Há quase três anos, passou a se dedicar à proteção animal, mas continua ajudando. Durante a pandemia, entregava livros de bicicleta pela zona sul e recolhia os exemplares devolvidos.

Leitores de diferentes idades

Aos 15 anos, Luisa Daylac começou a frequentar o local com mais regularidade no início deste ano e afirma ler, em média, cinco livros por mês. Cerca de sete amigas se reúnem na biblioteca durante o recreio e o almoço para ler, trocar livros e fazer indicações.

Ana afirma que o movimento não voltou ao nível anterior à pandemia e que os jovens são minoria entre os frequentadores. Ainda assim, há clientes antigos. Uma das primeiras leitoras, hoje com 95 anos e mobilidade reduzida, continua visitando o espaço. Outro cliente, que se mudou para a região serrana do Rio, mantém o hábito por meio da nora.

A locadora abre de segunda a sexta-feira. O negócio não sustenta Ana financeiramente; ela mantém a operação com recursos próprios. “Eu não vivo disso, mas é maravilhoso, minha vida. Eu sou plena aqui”, diz.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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