Macklemore anunciou nesta quarta-feira (16) que doará o salário recebido como atração da turnê de Ed Sheeran a seis organizações pró-Palestina. O valor informado pelo rapper é de US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões, na cotação atual).
Em comunicado publicado no Instagram, o artista também convidou o empresário Robert Kraft a fazer uma doação. Kraft é responsável pelo Gillet Stadium, em Boston, onde ocorreu um dos shows da turnê e de onde teria partido pressão para que Macklemore fosse retirado da abertura.
A decisão ocorreu depois de Macklemore gritar “Free Palestine” durante uma apresentação no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), no início de setembro. O rapper também disse que queria que pessoas em Gaza e na Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidas.
A manifestação motivou uma petição do Conselho Israelense-Americano pela exclusão do cantor da turnê. A Messina Touring Group, responsável pela etapa dos Estados Unidos, informou que os locais das datas seguintes não permitiriam a presença de Macklemore no elenco de abertura. A produtora afirmou que a situação poderia levar ao cancelamento dos shows e afetar centenas de milhares de fãs.
Macklemore estava escalado para abrir oito dos dez shows restantes nos Estados Unidos, que seriam retomados em 19 de setembro, na Filadélfia. Entre as cidades cujos locais teriam se oposto ao retorno estavam Boston, Atlanta, Charlotte, Indianápolis, Dallas e Tampa.
Saída de outros artistas
Na segunda-feira (14), Macklemore publicou um comunicado sobre a saída da turnê e afirmou: “As vítimas são os palestinos.” Ed Sheeran disse que a decisão foi tomada pela Messina Touring Group e declarou ter opiniões pessoais sobre o conflito, embora não fale publicamente sobre elas.
Nesta terça-feira (15), Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga anunciaram que também não abririam mais os shows de Sheeran. Com isso, o cantor britânico ficou sem atrações de abertura na série de concertos, que tem datas previstas até 11 de dezembro.
Finneas abriria as apresentações de Sheeran em São Paulo nos dias 5 e 6 de dezembro. Beoga também participava de trechos do repertório influenciados pela música tradicional irlandesa.
Um comitê de investigação contratado pela Organização das Nações Unidas apontou em junho que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza. O relatório classificou as práticas como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, além de afirmar que cerca de 30% dos 73 mil mortos na guerra em Gaza eram crianças.







