O jornalista Octávio Chaves de Souza, conhecido como Okky de Souza, morreu em 6 de setembro, aos 73 anos, após uma parada cardíaca. Ele deixa a mulher, Elenita Fogaça, uma filha e um enteado.
Nascido em Londres em 27 de novembro de 1952, Okky começou a escrever na adolescência. Filho do médico e psiquiatra Décio Soares de Souza e neto de Octávio de Souza, construiu uma trajetória marcada pelo interesse em investigar pessoas, ideias e mudanças na sociedade.
O avô foi docente da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, dirigiu a Sociedade de Medicina e participou da fundação do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul. Já o pai teve papel na introdução e na disseminação da psicanálise de orientação kleiniana no Brasil, segundo Elenita.
Carreira no jornalismo
Ainda jovem, Okky participou da primeira experiência da revista Rolling Stone brasileira. A publicação ampliou no país a forma de abordar música, comportamento e juventude. Ao longo de mais de quatro décadas, ele também escreveu entrevistas, perfis e reportagens sobre cultura, ciência, religião, ambiente e sociedade.
Em 1981, entrou na revista Veja, onde permaneceu até 2015 e exerceu funções como a de editor. Também manteve trabalhos ligados à cultura, à música e ao comportamento, além de cobrir outros temas.
O livro “São Paulo, 450 Anos Luz: A Redescoberta de uma Cidade” recebeu menção honrosa no Prêmio Jabuti em 2004. A obra tratou das transformações da capital paulista ao longo do tempo.
Casada com o jornalista desde 2008, Elenita afirmou: “Foi uma honra ter vivido com ele. Deixa muitas saudades”. Ela também disse que Okky tinha facilidade para abordar diferentes assuntos e buscava compreender as pessoas por trás dos fatos.








