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Gabi apoia Tifanny e critica banimento de atletas trans pela CBV

Capitã da seleção brasileira disse que Tifanny deveria disputar a Superliga 2026/2027 antes de se aposentar.

Gabi apoia Tifanny e critica banimento de atletas trans pela CBV
Foto: Mauricio Val/FV Imagem/CBV

Gabi Guimarães criticou a decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) de impedir a participação de atletas trans em competições nacionais e defendeu a presença de Tifanny na Superliga 2026/2027. A declaração foi dada após um treino aberto da seleção brasileira, na segunda-feira (7).

A ponteira de 32 anos afirmou que Tifanny, oposta do Osasco, já era considerada elegível pela própria CBV e disputava a Superliga havia oito, nove anos. Para Gabi, a entidade deveria ter avaliado o impacto da mudança na carreira e na vida da jogadora.

“Fiquei muito triste por ver a falta de humanidade em como a Tifanny foi tratada”, disse Gabi. A atleta também questionou o momento do anúncio, feito em uma sexta-feira, depois de Tifanny ter treinado normalmente com o Osasco na quinta-feira.

A CBV oficializou a proibição em 14 de agosto, cerca de dois meses antes do início da Superliga Feminina, quando a maioria dos elencos já estava formada. A entidade informou que adotaria os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a elegibilidade na categoria feminina.

Pelas novas regras, as jogadoras precisam apresentar teste genético negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. O documento prevê uma exceção para atletas que comprovem, por avaliação especializada, uma condição rara com efeitos anabólicos e alterações de desempenho relacionadas à testosterona.

Os critérios valem a partir das Superligas A e B da temporada 2026/27, além de outras competições nacionais. A recusa ao teste não será considerada infração disciplinar, mas a atleta que não comprovar a elegibilidade ficará impedida de competir.

Tifanny, de 41 anos, está autorizada a jogar o Campeonato Paulista, mas não a Superliga. O Osasco consulta órgãos nacionais e internacionais sobre a possibilidade de reverter o banimento.

Gabi disse ter conversado com Tifanny e afirmou que ela gostaria de terminar a temporada com dignidade, pois já considerava se aposentar. A capitã da seleção defendeu que a jogadora tenha a oportunidade de disputar a Superliga e encerrar a carreira dessa forma.

A seleção brasileira estreia nesta terça-feira (8), às 20h, contra a Venezuela, no Sul-Americano disputado no Rio de Janeiro. O torneio vale como Pré-Olímpico para os Jogos de Los Angeles, e a campeã garantirá a classificação para LA 2028. Depois, o Brasil enfrentará Peru, Colômbia, Chile e Argentina.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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