OSASCO — O Osasco consulta órgãos nacionais e internacionais para tentar reverter até outubro a decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) de aderir à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas na categoria feminina. A medida afeta a oposta Tifanny Abreu, primeira atleta transgênero na elite do voleibol brasileiro.
O técnico Luizomar de Moura criticou o posicionamento e disse que a equipe foi pega de surpresa. Tifanny atua no clube desde 2021. Durante o período em que acompanha os compromissos da seleção de Cuba, Moura é substituído no Osasco por Leandro Pereira.
“Foi uma surpresa para todos”, afirmou o treinador. Ele também declarou que a convivência com Tifanny mudou sua forma de compreender a trajetória da jogadora: “Conviver cinco anos com a Tifanny me tornou um ser humano melhor.”
A CBV divulgou a decisão um dia antes da estreia do Osasco no Campeonato Paulista. Para Moura, o momento da comunicação agravou a situação e trouxe impacto para a equipe e para a atleta. O técnico pediu que o departamento jurídico do clube trabalhe para buscar uma reversão antes do início da próxima edição da Superliga, em outubro.
Na noite desta sexta-feira (4), o Osasco venceu o Paulistano Barueri por 3 sets a 0, no Ginásio José Liberatti. As parciais foram 25/23, 25/20 e 25/19. O resultado representou a terceira vitória consecutiva do Osasco, que perdeu uma vez na competição. O Paulistano Barueri soma dois triunfos e dois reveses.
Em agosto, sob o comando de Moura, Cuba conquistou o bronze no Campeonato Continental da NORCECA e voltou ao pódio após 15 anos. A competição garantiu ao Canadá a primeira vaga no vôlei feminino dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O brasileiro foi anunciado como técnico da seleção cubana em julho de 2025, tornando-se o primeiro estrangeiro no cargo.








