A Ticketmaster também administrará o camarote 29A do Morumbis dentro do acordo firmado com o São Paulo. A empresa pagará R$ 30 milhões logo após a assinatura do contrato para gerir o espaço durante cinco anos em shows e jogos.
A parceria inclui ainda a renovação do Memorial Luiz Cássio dos Santos Werneck, no MorumBIS. O São Paulo ficará responsável pela curadoria e conduzirá o projeto em conjunto com a Ticketmaster, que fará reformas no local.
Valores e funcionamento do acordo
O contrato prevê o repasse total de R$ 140 milhões ao clube. Desse montante, R$ 110 milhões serão pagos em até 45 dias após a assinatura, divididos em três parcelas. O valor funcionará como um empréstimo e será devolvido ao longo do tempo com parte da renda dos jogos no Morumbis, limitada a R$ 1,8 milhão por mês.
A taxa de administração cobrada pela Ticketmaster será de até 10% por ingresso. Para entradas físicas, o percentual será de 8%. A cobrança para o programa de sócio-torcedor também ficará em 8% por associado.
A empresa passará a cuidar da bilheteria e do programa de sócio-torcedor, que hoje funcionam em sistemas distintos. A integração das operações deverá formar uma estrutura única, com novas possibilidades para o programa de associados e para experiências destinadas aos torcedores.
Prazos e transição
A gestão da venda de ingressos começará em 1º de janeiro de 2027. No sócio-torcedor, o clube ainda terá de cumprir o aviso prévio previsto no contrato com a Feng, empresa que administra atualmente o serviço. Para encerrar esse vínculo, o São Paulo deverá pagar aproximadamente R$ 3,7 milhões.
O acordo foi aprovado pelo Conselho do clube no início da semana. A escolha da Ticketmaster ocorreu após um processo de licitação aberto pelo São Paulo nos últimos meses. Entre os critérios considerados estavam os valores destinados ao clube de forma imediata ou em prazo próximo.
Harry Massis, presidente do São Paulo, afirmou que a parceria reúne experiência e tecnologia para criar soluções voltadas aos torcedores. O clube calcula que a concentração das duas operações em uma só empresa reduzirá o custo total, hoje dividido entre a gestão da bilheteria e a do programa de sócio-torcedor.








