BALTIMORE — A Arquidiocese de Baltimore, nos Estados Unidos, prevê ordenar 12 novos padres em 2027. O número de homens em formação sacerdotal passou de 28 em 2007 para 66 candidatos em 2026, sob a gestão do arcebispo William E. Lori.
O crescimento interrompe uma tendência de queda que preocupava a liderança católica local. A formação para o sacerdócio pode durar até nove anos e começa com o chamado ano propedêutico, voltado à oração, à convivência humana e ao discernimento.
Formação e atuação nas paróquias
Durante essa etapa inicial, os candidatos também realizam atividades práticas, como o apoio a pessoas em situação de rua. Nos anos seguintes, os seminaristas passam por estudos acadêmicos, direções espirituais e ministérios em paróquias.
A duração do processo busca permitir que cada candidato reflita sobre a escolha antes de ser aceito formalmente. Após a ordenação, os padres mais jovens passaram a ocupar vagas que permaneceram abertas por décadas em capelanias de hospitais, escolas e universidades.
Paróquias que não tinham um padre assistente há anos também receberam esse reforço. A liderança da arquidiocese afirma que a chegada dos novos sacerdotes aumenta a energia das comunidades e permite ampliar o trabalho social com pessoas pobres e dependentes químicos na cidade.
Próximos objetivos
A arquidiocese considera o aumento um ponto de partida. Entre as metas está melhorar o acompanhamento dos fiéis depois dos sacramentos, uma tarefa dificultada pela falta de pessoal.
A proposta é que os padres tenham mais tempo para acompanhar famílias em luto, apoiar casais nos primeiros anos de matrimônio e acolher pais depois do batismo dos filhos. O projeto também prevê o fortalecimento de vocações em outras áreas, com incentivo ao casamento religioso e à entrada de mulheres em comunidades religiosas.








