Reportagens internacionais repercutiram o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi referendada pela maioria da Segunda Turma da corte antes de Flávio Dino decidir pela reintegração de Rodrigues.
A decisão de Mendonça apontou que a unidade de inteligência da Polícia Federal teria submetido o ministro a monitoramento sistemático e coleta direcionada de dados por mais de um mês. Os relatórios, conforme a decisão, analisavam decisões de Mendonça e o trabalho de investigadores como se fossem objeto de uma apuração disciplinar interna.
A repercussão também associou a crise às eleições. A avaliação apresentada nas reportagens é que o episódio poderia influenciar o resultado eleitoral. Nesse cenário, o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo Partido Liberal, passou a explorar críticas ao sistema judiciário e, em particular, a Alexandre de Moraes.
O conflito foi relacionado ao caso Banco Master, descrito como um escândalo de corrupção envolvendo um banqueiro que teria buscado proteção junto a Moraes, conforme mensagens divulgadas na semana passada. Mendonça investiga o caso e havia suspendido Rodrigues de suas funções.
Segundo a decisão mencionada nas reportagens, Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que Rodrigues, nomeado por Luiz Inácio Lula da Silva, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, chefiavam uma organização que teria produzido seis relatórios ilegais sobre as atividades do ministro até o final de agosto.
Mendonça também preside uma investigação sobre supostas fraudes no sistema previdenciário brasileiro. A apuração sobre o Banco Master teria atingido principalmente figuras da oposição, enquanto a investigação previdenciária levantou suspeitas de irregularidades envolvendo um dos filhos de Lula.








