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Países das Américas ampliam aliança militar contra cartéis na ONU

Brasil defendeu cooperação para combater o crime, enquanto 14 países aderiram a medidas articuladas pelos Estados Unidos.

Países das Américas ampliam aliança militar contra cartéis na ONU

Quatorze países da América Latina e do Caribe anunciaram a classificação de 24 organizações criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas. A medida foi anunciada nesta terça-feira (22) por integrantes do Escudo das Américas, iniciativa liderada pelos Estados Unidos, e inclui sanções contra as organizações.

Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago participam da iniciativa. Argentina e Paraguai já tratavam PCC e CV como grupos terroristas. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rejeita essa classificação.

Divergência na Assembleia Geral

Durante a Assembleia Geral da ONU, Lula defendeu que o combate ao crime organizado seja baseado na cooperação internacional, e não em operações militares dos Estados Unidos contra grupos criminosos no Brasil. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas. Precisamos de cooperação para estancar o fluxo de armas e de dinheiro que abastecem o crime”, afirmou.

O presidente brasileiro disse que, em 2025, o país realizou a maior operação contra o crime organizado da história do Brasil e atingiu recordes na apreensão de drogas, bens e recursos ilícitos. Também afirmou que a Lei Antifacção, aprovada recentemente, estabelece para integrantes de organizações criminosas penas superiores às previstas para o terrorismo.

Nos discursos posteriores, Donald Trump e outros líderes defenderam uma atuação militar integrada contra o crime organizado por meio do Escudo das Américas, do qual o Brasil não participa. Trump citou a captura, em janeiro, do então ditador venezuelano Nicolás Maduro, acusado pelos Estados Unidos de narcoterrorismo, e disse que Washington usaria sua capacidade militar para proteger interesses nacionais.

A presidente do Peru, Keiko Fujimori, afirmou que os países não devem enfrentar o crime organizado transnacional de maneira isolada. O presidente do Chile, José Antonio Kast, mencionou o Acordo de Santiago, firmado este ano com Argentina, Peru, Equador e Bolívia. O Chile aderiu ao Escudo das Américas nesta terça-feira.

A primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, agradeceu a Trump pelo convite para o país integrar o Escudo das Américas e a Coalizão Americana de Combate aos Cartéis.

Na semana passada, o governo Trump acusou, em relatório ao Congresso americano, o Brasil de ter “falhado em enfrentar” PCC e CV. O documento elogiou ações de Colômbia e Equador contra o crime organizado e destacou a cooperação desses países com os Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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