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Ameaça terrorista aos EUA migra para ataques de agressores solitários

Relatórios e especialistas apontam menor risco de operações complexas, mas alertam para a radicalização digital de indivíduos nos Estados Unidos.

Ameaça terrorista aos EUA migra para ataques de agressores solitários

Os Estados Unidos chegam aos 25 anos dos atentados de 11 de Setembro com menor probabilidade de sofrer uma operação complexa planejada diretamente por grupos terroristas estrangeiros, mas ainda sob ameaça de ataques realizados por indivíduos radicalizados no país. Quase 3 mil pessoas morreram nos ataques de 2001.

A Comunidade de Inteligência dos EUA afirmou, em relatório divulgado em março, que operações de contraterrorismo reduziram a capacidade de organizações estrangeiras de treinar e enviar agentes para atuar localmente. O documento também citou o reforço da segurança nas fronteiras, processos de triagem e verificação mais rigorosos e maior compartilhamento internacional de informações.

O vice-diretor adjunto do FBI, Chris Raia, declarou que os Estados Unidos estão em posição muito melhor do que há 25 anos para evitar atentados, devido a mudanças na legislação, avanços no FBI e progressos da Comunidade de Inteligência dos EUA.

Para Ricardo Caichiolo, mestre em história das relações internacionais e diretor do Ibmec Brasília, a intenção de atacar interesses americanos continua presente na Al-Qaeda e no Estado Islâmico, mas a capacidade dessas organizações foi limitada. O especialista classificou como residual o risco de um ataque centralizado de grandes proporções e apontou que a ameaça predominante passou a ser distribuída e descentralizada.

A nova estratégia envolve os chamados agressores solitários. Segundo Raia, grupos terroristas islâmicos se mostram adaptáveis e ágeis e conseguem radicalizar pessoas por meio das redes sociais e da internet. Esses indivíduos podem ter pouco ou nenhum contato operacional direto com as organizações.

O FBI prendeu 16 pessoas nos Estados Unidos, ao longo de um ano e meio, por planejar ou apoiar ataques em nome da Al-Qaeda e do Estado Islâmico.

A Comunidade de Inteligência dos EUA afirmou que as duas organizações estão mais fracas do que estavam no início dos anos 2000 e em meados da década de 2010, mas continuam divulgando materiais para incentivar ataques e oferecendo orientações táticas. O cenário mais provável, segundo o relatório, envolve agressores solitários radicados no país.

Entre os exemplos citados está o ataque de 1º de janeiro de 2025, quando um americano muçulmano que havia declarado apoio ao Estado Islâmico jogou uma caminhonete contra uma multidão em Nova Orleans, na Louisiana, e depois disparou. Ele foi morto pela polícia após matar 14 pessoas e ferir outras 57.

Outro caso ocorreu em 1º de junho de 2025, em Boulder, no Colorado. Um egípcio residente nos Estados Unidos usou um lança-chamas improvisado e coquetéis Molotov contra participantes de uma caminhada de solidariedade a reféns israelenses levados pelo Hamas nos ataques de 7 de outubro de 2023. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas, incluindo o autor, e uma mulher de 82 anos morreu no dia seguinte.

O relatório afirmou que a propaganda da Al-Qaeda e do Estado Islâmico explora eventos mundiais, como o conflito em Gaza, para estimular a radicalização e a mobilização. A ameaça foi reduzida, mas permanece.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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