O FBI prendeu Jonathan Hunter Kramer, de 21 anos, acusado de preparar um ataque nos Estados Unidos em apoio ao Estado Islâmico. Com ele, os agentes encontraram um rifle semiautomático, cinco carregadores e cerca de 190 munições, informou o Departamento de Justiça americano.
Morador da Pensilvânia, Kramer foi detido no último sábado (12), ao voltar para um hotel. O FBI o acompanhava e fez a abordagem depois que ele comprou munição em uma loja de artigos esportivos.
Investigação
Segundo as autoridades, Kramer usava na internet o nome “Hamza Al Rashid” e afirmava ter ligação com o Estado Islâmico. A investigação aponta que ele compartilhava propaganda extremista, oferecia manuais de explosivos e conversava sobre possíveis ataques.
Em uma mensagem enviada em 9 de setembro, três dias antes da prisão, o perfil associado a Kramer afirmou que estava se preparando para sua “missão” e que faltava apenas obter uma arma. O FBI também identificou discussões sobre ataques contra multidões e locais fechados, além de uma conversa com uma fonte da agência sobre áreas de passagem estreita para aumentar o número de vítimas.
O Departamento de Justiça disse que Kramer produziu materiais com sugestões de ataques usando armas de fogo, incêndios, veículos e substâncias tóxicas. Uma conversa mencionou a possibilidade de contaminar alimentos ou bebidas em eventos realizados em sinagogas.
Após a prisão, agentes cumpriram mandados no quarto do hotel e na residência do suspeito. Foram apreendidos uma mira, um bipé para rifle, spray de pimenta, uma ferramenta de escavação e cerca de 30 facas, além do rifle e das munições.
John Eisenberg, chefe da divisão de Segurança Nacional do Departamento de Justiça, afirmou que Kramer foi detido quando aparentemente se preparava para um ataque a tiros. O diretor do FBI, Kash Patel, disse que o suspeito consumia propaganda do Estado Islâmico, elaborava planos e adquiria armas.
Kramer já havia sido investigado pelo FBI em 2023, quando era menor de idade, por participação em um plano para provocar um ataque com grande número de vítimas. Também respondeu na Justiça estadual da Pensilvânia por posse de material de abuso sexual infantil e foi enviado a uma instituição para adolescentes.
Após deixar a instituição, em março deste ano, ele voltou a ser investigado depois de uma denúncia anônima. O jovem foi acusado de receber arma e munição sabendo, ou tendo motivos para acreditar, que seriam usadas em um crime de terrorismo. O governo americano pediu sua prisão sem direito a fiança. A próxima audiência está marcada para esta quarta-feira (16).







