ST. LOUIS — O bispo de Rockville Centre, John O. Barres, publicou uma carta pastoral antes da beatificação do arcebispo Fulton J. Sheen, marcada para 24 de setembro em St. Louis. Batizado pelo próprio Sheen em 1960, Barres convocou os fiéis a retomarem o espírito missionário e a refletirem sobre o uso ético da tecnologia na divulgação da fé cristã.
Sheen foi pioneiro no uso do rádio e da televisão para a evangelização. Para Barres, o arcebispo teria demonstrado a mesma disposição para utilizar as ferramentas digitais atuais, inclusive a inteligência artificial, na missão da Igreja.
A chamada conversão missionária pressupõe levar a mensagem cristã a todos os espaços, incluindo o ambiente virtual. A carta ressalta, porém, que os recursos tecnológicos não devem substituir a pessoa humana nem o encontro presencial entre os fiéis. O uso dessas ferramentas, segundo a abordagem apresentada por Barres, precisa estar ligado ao serviço da missão global e a princípios éticos.
Sacerdócio e comunicação
Os escritos de Fulton Sheen também tratam da dignidade e dos sacrifícios da vida sacerdotal. Barres destaca que o arcebispo reconhecia as próprias fraquezas e compreendia o padre como uma “vítima” em sentido teológico: alguém unido ao sacrifício de Jesus na cruz e oferecido em favor do povo.
Essa perspectiva é apresentada como uma referência para seminaristas e padres que enfrentam dificuldades cotidianas, a necessidade de humildade e desafios morais no exercício do ministério. A visão de Sheen sustenta que a santidade pode ser buscada mesmo diante dessas lutas.
A beatificação em St. Louis é associada à expectativa de um “novo Pentecostes nas comunicações”. Barres incentiva os católicos a ocuparem a mídia contemporânea com caridade e seriedade, usando criatividade e clareza para proclamar a fé.
A proposta é que o exemplo de Sheen inspire uma nova geração a utilizar a comunicação não apenas para informar, mas também para transformar vidas. A mensagem deve alcançar as famílias, os locais de trabalho e o mundo secular.







