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China amplia denúncias remuneradas contra atividades religiosas não autorizadas

Medidas alcançam igrejas protestantes e comunidades católicas fora das estruturas reconhecidas pelo Estado chinês.

China amplia denúncias remuneradas contra atividades religiosas não autorizadas

A China ampliou uma rede de vigilância contra atividades religiosas não autorizadas, com denúncias remuneradas, agentes em bairros, plataformas digitais e punições administrativas. No primeiro semestre deste ano, mais de 12 cidades adotaram medidas para incentivar moradores a informar as autoridades, segundo a Human Rights Watch (HRW).

Em Guangzhou, cidadãos podem receber até 10 mil yuans (R$ 7,6 mil) por informações que ajudem a localizar líderes de organizações religiosas estrangeiras consideradas ilegais ou identificar suas estruturas no país. A regulamentação municipal, criada em 2019 e prorrogada por mais cinco anos em 2024, também prevê pagamentos por denúncias sobre cultos sem autorização, entidades não reconhecidas e treinamentos religiosos não aprovados.

Em junho deste ano, autoridades do distrito de Haizhu distribuíram mais de 200 folhetos e explicaram aos moradores como denunciar atividades religiosas não autorizadas, inclusive pelo número da polícia.

Recompensas e punições

Na cidade de Honghe, em Yunnan, uma lista publicada em fevereiro reúne 35 categorias de atividades denunciáveis. Entre elas estão cerimônias em residências, empresas, hotéis, restaurantes e parques sem aprovação estatal; transmissões religiosas ao vivo; reuniões pelo WeChat; celebrações virtuais; atividades com menores e ações beneficentes usadas para conversão religiosa.

As recompensas em Honghe variam de 200 a 500 yuans (R$ 152 a R$ 381) para informações comuns, de 500 a 1.000 yuans (R$ 381 e R$ 763) para relatos de maior relevância e chegam a 5 mil (R$ 3,8 mil) em denúncias importantes. Fotografias, textos e vídeos são solicitados para comprovar os relatos.

Jilin, Chengdu e Haidong também adotaram medidas semelhantes. Em Chengdu, a recompensa pode chegar a 800 yuans (R$ 610). Em Haidong, hotéis e agências de turismo foram orientados a comunicar eventos religiosos considerados suspeitos.

A Lei de Punições da Administração de Segurança Pública, aprovada em junho de 2025 e vigente desde 1º de janeiro, passou a mencionar atividades religiosas ilegais. O artigo 31 prevê detenção administrativa de dez a 15 dias e possível multa. Em casos menos graves, a detenção pode variar de cinco a dez dias.

Prisões de religiosos

A fiscalização ocorre durante operações contra igrejas cristãs não registradas. Em outubro de 2025, quase 30 integrantes da Zion Church foram presos em sete cidades. Em Zhejiang, cerca de 100 integrantes da Yayang Church foram detidos entre 13 e 18 de dezembro de 2025.

Em 30 de agosto, a polícia interrompeu um culto da Jie’en Church, em Xangai, e deteve a líder Hu Yile por sete dias. Em junho, mais de 30 integrantes da Early Rain Covenant Church foram levados para interrogatório em Jiangyou. Neste mês, onze cristãos foram detidos em Chengdu; dois líderes receberam dez dias de detenção administrativa.

A vigilância também atinge católicos. A HRW estima aproximadamente 12 milhões de católicos na China. Desde dezembro de 2025, padres, bispos, diáconos e freiras precisam entregar documentos de viagem às autoridades e obter autorização para recuperá-los antes de deixar a China continental.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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