Os bispos católicos dos Estados Unidos destacaram os vínculos espirituais entre católicos e judeus antes do Yom Kippur, considerado o dia mais sagrado do calendário judaico. A mensagem defendeu a construção de amizade e compreensão entre as duas religiões.
O Yom Kippur envolve jejum e expiação e ocorre no fim de setembro ou no início de outubro. Em 2026, começa ao pôr do sol em 20 de setembro e termina ao anoitecer de 21 de setembro.
Em vídeo divulgado em 18 de setembro, o bispo de Scranton, Joseph Bambera, afirmou que a data convida à reflexão sobre o ano passado e ao compromisso com o período seguinte. Bambera preside o comitê ecumênico da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos.
O bispo declarou que a relação entre católicos e judeus não se resume ao diálogo. Segundo ele, ela está ligada aos vínculos espirituais entre as duas religiões, ao patrimônio compartilhado e aos textos escriturísticos comuns.
Bambera também pediu a rejeição do antissemitismo em todas as suas formas. Ele disse que os católicos devem se opor ao ódio, ampliar o conhecimento sobre o judaísmo e compreender melhor o povo judeu.
Na mensagem, o bispo citou a declaração Nostra aetate, do Concílio Vaticano II. O documento rejeitou a prática do antissemitismo “a qualquer momento e por qualquer pessoa” e ressaltou os vínculos entre a antiga fé judaica e as origens do cristianismo.
Para Bambera, o diálogo inter-religioso cria amizades, fortalece a confiança e ajuda as pessoas a reconhecer suas responsabilidades mútuas. Ao final do vídeo, ele desejou aos espectadores judeus “Gmar Chatima Tov”, saudação tradicional do período do Yom Kippur.







