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Política

OpenAI detalha medidas para cumprir regras eleitorais brasileiras sobre IA

Bruno Lewicki afirmou que o Brasil servirá de referência para o uso de inteligência artificial em eleições no exterior.

OpenAI detalha medidas para cumprir regras eleitorais brasileiras sobre IA

A OpenAI adotou mecanismos para identificar conteúdos produzidos pelo ChatGPT e impedir que o sistema recomende ou classifique candidatos e partidos durante o processo eleitoral brasileiro. As medidas foram apresentadas por Bruno Lewicki, chefe de Políticas Públicas da empresa na América Latina.

Arquivos gerados pela ferramenta recebem uma etiqueta digital com metadados sobre a origem e uma marca d’água invisível. Lewicki afirmou que esses recursos permitem identificar materiais criados com inteligência artificial.

A empresa também testou o comportamento do ChatGPT diante de pedidos para apontar o melhor candidato. De acordo com Lewicki, o modelo se recusou a fazer ranking ou recomendação em 32 das 33 vezes analisadas. Ele disse que o sistema está mais preparado do que estava há alguns meses.

Regras do TSE

Entre as normas do Tribunal Superior Eleitoral está a proibição de que sistemas de inteligência artificial ranqueiem, recomendem, sugiram, favoreçam ou desfavoreçam candidatos ou partidos. “Se você perguntar para o ChatGPT quem é o melhor candidato, ele não vai te responder”, afirmou Lewicki.

O executivo disse que a OpenAI se preparou para a eleição e que parte das regras do TSE é nova. Segundo ele, ainda não existem decisões da Corte indicando como algumas normas serão aplicadas.

A regulação também restringe a publicação, a republicação e o impulsionamento de conteúdos produzidos com inteligência artificial nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à eleição. Lewicki afirmou que essa regra trata da disseminação do material, e não da criação.

Para o executivo, o Brasil será um grande teste mundial para o uso de IA em eleições. Ele disse que 2026 será um momento de virada e que procedimentos aplicados no país poderão servir de aprendizado para eleições realizadas no exterior, como a da França no ano seguinte.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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