O candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, pretende transformar o saldo do FGTS em uma reserva individual para a aposentadoria dos trabalhadores. A informação foi apresentada pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), porta-voz da campanha para assuntos econômicos.
A proposta de reforma da Previdência seria estruturada em 3 pilares. O primeiro seria uma renda mínima para idosos. O segundo manteria o regime de repartição, no qual os trabalhadores ativos financiariam os benefícios dos aposentados, com teto entre R$ 4.000 a R$ 5.000. O terceiro adotaria a capitalização, com o acúmulo de recursos do FGTS para uso na aposentadoria do próprio trabalhador.
Kim afirmou que o seguro-desemprego também seria custeado pelo fundo em caso de demissão. Na aposentadoria, o trabalhador receberia o valor acumulado no FGTS. A alíquota do sistema e as regras de transição ainda não foram detalhadas.
Os cálculos da proposta estão sendo elaborados pelo professor Hélio Zylberstajn, da USP (Universidade de São Paulo). A campanha também defende que a idade mínima para aposentadoria aumente automaticamente conforme a expectativa de vida avance.
Benefícios tributários
Em um eventual governo de Renan Santos, seriam revisados benefícios tributários que somam R$ 200 bilhões por ano. A campanha estabeleceu como objetivo reduzir esse valor em R$ 38 bilhões anuais. O Simples Nacional e o MEI (Microempreendedor Individual) não entrariam na revisão.
Entre os benefícios analisados estaria a Zona Franca de Manaus. Kim defendeu o encerramento do modelo, com uma transição para evitar a perda imediata de empregos. Segundo ele, Manaus poderia ampliar atividades em áreas como biotecnologia e biomedicina, reduzindo a concentração de incentivos nos setores automotivo e de bebidas. Também seriam avaliados benefícios concedidos a setores com influência no Congresso.








