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Bispos dos EUA relembram vítimas do 11 de setembro em missas e cartas

Celebrações e declarações destacam a memória das vítimas, a atuação dos socorristas e a necessidade de paz e misericórdia.

Bispos dos EUA relembram vítimas do 11 de setembro em missas e cartas

Bispos católicos dos Estados Unidos organizaram missas, orações e declarações para marcar os 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. As homenagens lembram as vítimas, os socorristas, integrantes das Forças Armadas e as comunidades afetadas pela tragédia.

Em Nova York, o arcebispo Ronald Hicks celebrará uma missa de vigília em 10 de setembro, na Catedral de São Patrício. A cerimônia será restrita a convidados, mas também terá transmissão ao vivo. A Arquidiocese de Nova York informou que a celebração homenageará os mortos e levará conforto a seus familiares.

Hicks afirmou que a memória dos ataques continua presente em memoriais, placas e fotografias de bombeiros e policiais mortos. A arquidiocese também divulgou declarações do cardeal Edward Egan, arcebispo de Nova York em 2001, que morreu em 2015. Egan disse que a cura levaria tempo, mas que a bondade das pessoas acompanhou a dor e o sofrimento.

Missas em Washington e Oklahoma

Em Washington, D.C., o arcebispo Timothy Broglio celebrará uma missa na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, na Igreja da Cripta. A cerimônia será realizada às 17h15 de 11 de setembro e transmitida ao vivo. A basílica informou que o ato homenageará socorristas e militares e confiará a Deus todos os afetados pelos ataques.

O arcebispo Paul Coakley, de Oklahoma City, convocou os católicos a rezar pelas vítimas do World Trade Center, do Pentágono e da zona rural da Pensilvânia. Ele também lembrou os trabalhadores de emergência que morreram durante as operações de socorro e afirmou que a fé sustentou a população após os ataques.

Coakley relacionou a lembrança do 11 de setembro à busca pela paz em meio ao aumento dos conflitos no mundo. Também citou o Papa Leão XIV, para quem a paz é mais do que um objetivo: é uma presença e uma jornada.

Relatos de bispos

O arcebispo William Lori, de Baltimore, contou que era bispo de Bridgeport, Connecticut, quando soube dos ataques. Muitos de seus paroquianos trabalhavam no World Trade Center. Ele celebrou missas em Bridgeport, Stamford e Fairfield e relatou ter acompanhado passageiros traumatizados que chegavam de Nova York.

Lori afirmou que quase 3.000 pessoas morreram naquele dia, entre elas 343 bombeiros, 72 agentes da lei e 55 militares. Também destacou as doenças posteriores de outros socorristas que participaram dos trabalhos no Marco Zero. Para ele, preservar essa memória é uma forma de honrar as vítimas e a coragem dos profissionais de emergência.

O bispo Frank Caggiano, de Bridgeport, disse que a passagem do tempo não encerrou o sofrimento das famílias do condado de Fairfield. Ele relatou ter ouvido pais que perderam filhos, crianças que cresceram após a tragédia e trabalhadores que ainda se perguntam por que chegaram atrasados ao serviço naquele dia.

Caggiano afirmou que resiliência não significa simplesmente seguir em frente e defendeu a misericórdia. Para ele, o perdão exige reconhecer plenamente a ferida e não permitir que ela determine o restante de uma vida.

Carta dos bispos ucranianos

Os bispos católicos ucranianos dos Estados Unidos divulgaram uma carta pastoral com perguntas sobre o legado dos ataques e as lições deixadas por aquele dia. O documento afirma que a tragédia revelou a capacidade humana para o mal quando o ódio transforma outra pessoa em um inimigo.

Ao mesmo tempo, os bispos destacaram atos de coragem, compaixão, sacrifício e solidariedade. Eles lembraram bombeiros que subiram escadas em direção ao perigo, pessoas que ajudaram desconhecidos, doações de sangue, igrejas cheias e comunidades que abriram suas portas.

A carta conclui com uma passagem de São Paulo: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.”

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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