Líderes religiosos de diferentes regiões dos Estados Unidos realizam nesta semana missas, orações e reflexões pelos 25 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001. As cerimônias ocorrem em cidades como Nova York, Washington e Baltimore e homenageiam quase 3 mil vítimas fatais, além de socorristas e familiares que ainda convivem com o luto e as marcas da tragédia.
Em Nova York, o arcebispo Ronald Hicks conduz uma missa de vigília na Catedral de São Patrício. A celebração lembra as pessoas que morreram e o trabalho de bombeiros e policiais. A arquidiocese afirma que fotografias dos socorristas mortos continuam expostas em delegacias e quartéis, preservando a memória deles.
As mensagens apresentadas nas celebrações destacam que a cura é um processo longo. Também ressaltam a solidariedade da população como apoio para que a comunidade enfrentasse a dor e encontrasse forças para continuar.
Em Washington, o arcebispo Timothy Broglio preside uma cerimônia na Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição. O encontro reconhece militares e agentes de emergência que atenderam ao chamado da nação.
O arcebispo Paul Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, convocou fiéis de todo o país para rezar pelas vítimas das Torres Gêmeas, do Pentágono e da Pensilvânia. Para ele, a fé ajudou a sustentar a unidade nacional em um período de incerteza e medo.
O bispo Frank Caggiano afirmou que o perdão não significa esquecer a tragédia nem abandonar a busca por justiça. Na avaliação dele, trata-se de não permitir que a ferida controle o restante da vida. Caggiano também alertou que a justiça sem misericórdia pode se transformar em vingança, enquanto a misericórdia sem justiça pode resultar em indulgência.
Bispos católicos ucranianos nos EUA divulgaram uma carta pastoral sobre os ensinamentos deixados pelos ataques. Eles afirmam que o 11 de setembro revelou tanto a capacidade humana para o mal quanto uma capacidade maior de bondade e sacrifício. A mensagem final pede a renovação do compromisso cristão com a paz e a prática do bem diante das divisões do mundo.







