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Bispos dos EUA rejeitam transmissão de execução em Fort Hood

Arcebispo orienta católicos militares escalados para o pelotão de fuzilamento a pedir dispensa por objeção de consciência.

Bispos dos EUA rejeitam transmissão de execução em Fort Hood

Bispos dos Estados Unidos se opõem à transmissão ao vivo da execução de Nidal Malik Hasan, condenado por ser o responsável pelo ataque de 2009 em Fort Hood. O procedimento está previsto para 3 de dezembro, no Texas, após aprovação do presidente Donald Trump.

O arcebispo Timothy Broglio, responsável pelos Serviços Militares dos EUA, determinou que católicos designados para o pelotão de fuzilamento não participem da execução. A orientação é que esses profissionais solicitem dispensa por objeção de consciência, sob o argumento de que a participação contraria os ensinamentos da Igreja.

Broglio também demonstrou preocupação com a chamada “lesão moral” que soldados poderiam sofrer ao serem obrigados a tirar uma vida no exercício de funções estatais. Para ele, a pena de morte viola a dignidade intrínseca da pessoa humana.

Críticas à transmissão

Os bispos afirmam que exibir publicamente a execução transforma a aplicação da justiça em um espetáculo de violência e fere a dignidade humana. A Igreja sustenta que toda vida é sagrada e que a violência do Estado não repara os danos causados por crimes, mesmo quando as ações atribuídas a Hasan são consideradas terríveis.

O arcebispo Paul S. Coakley citou passagens bíblicas que orientam a não responder ao mal com o mal. Ele afirmou que uma execução pública representa “uma mancha na consciência da nação” e defendeu uma resposta baseada na cultura da vida e do perdão.

Imagem dos Estados Unidos

Líderes católicos também questionam os efeitos da transmissão sobre a imagem internacional dos Estados Unidos. Eles dizem que mostrar a execução de um homem em cadeira de rodas pode aproximar, no plano ético, as forças armadas americanas dos grupos terroristas combatidos pelo país.

Os religiosos ainda questionam se um ato público de matar um adversário corresponde aos valores de uma nação que celebra o 250º aniversário de sua independência. Para o clero, a decisão pode projetar uma imagem de país vingativo e violento, além de expor os mais jovens a conteúdos altamente impressionáveis.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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