Christa Pike sobreviveu a duas doses de injeção letal na quarta-feira (30/9), no Tennessee. Condenada à morte, ela está intubada em um hospital e seu estado de saúde é considerado crítico.
Semanas antes da tentativa, Pike gravou um vídeo na prisão em que descreveu como seu “pior pesadelo” a possibilidade de a execução falhar. Ela afirmou que tinha preocupação com o método por não ter boas veias e questionou se o médico seria qualificado para inserir um cateter venoso central.
Falhas em injeções letais são extremamente raras. O Centro de Informações sobre a Pena de Morte classificou o caso como “algo único e sem paralelo”.
Em maio, também no Tennessee, as autoridades penitenciárias interromperam a execução de Tony Carruthers depois de não encontrarem uma veia adequada. A equipe tentou inserir o acesso venoso por cerca de 1h30 antes de desistir. Pike disse que o caso dele representava exatamente o que mais temia.
Método de execução
No vídeo, Pike também comentou boatos de que o pentobarbital, usado na injeção letal, seria comparável ao Drano, produto químico usado para desentupir pias. Ela afirmou que a possibilidade de uma queimação intensa e de sufocar ou se afogar nos próprios fluidos corporais e sangue a assustava.
O texto informa que o entobarbital é geralmente usado para eutanásia. São administradas doses de 2 a 10 gramas, que provocam coma, seguidos de parada da respiração e do coração. A morte ocorre em 15 a 30 minutos.
Pike se tornaria a primeira mulher em 200 anos a ser executada no Tennessee. Ela estava havia 30 anos no corredor da morte por um crime cometido quando tinha 18 anos.
Pike e o então namorado foram condenados pelo assassinato e pela tortura de Colleen Slemmer, colega de turma de 19 anos. No vídeo, ela disse estar arrependida do crime e afirmou que reconhecia a dor causada à família da vítima, à própria família e às famílias dos corréus.






