O governo da Colômbia afirmou nesta quarta-feira (16/9) que articula esforços regionais e internacionais para combater o narcoterrorismo e o crime organizado transnacional. A iniciativa ocorre durante a aproximação entre o presidente Abelardo de la Espriella e os Estados Unidos.
O Ministério das Relações Exteriores colombiano informou que a cooperação com Washington será orientada pela soberania e pelos interesses nacionais. A política externa, segundo a pasta, seguirá os princípios de reciprocidade e benefício mútuo.
“A Colômbia está comprometida com o fortalecimento da segurança hemisférica”, afirmou a chancelaria, ao destacar a intenção de integrar ações regionais e internacionais contra grupos criminosos.
Reaproximação com os Estados Unidos
Na última semana, Espriella recebeu o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Barranquilla. O encontro foi descrito pela chancelaria colombiana como o início da reconstrução da aliança estratégica entre os dois países.
Após a reunião, o presidente afirmou que a parceria estava “mais sólida do que nunca”. Segundo Espriella, os governos avançaram em uma agenda para reforçar a segurança regional, combater o narcoterrorismo, cooperar em questões de fronteira e ampliar oportunidades de investimento.
Rubio declarou que os Estados Unidos pretendem aumentar a cooperação de segurança com a Colômbia. A agenda também incluiu combate ao narcotráfico, energia e minerais estratégicos.
A aproximação retoma a prioridade dada à cooperação em segurança e no combate ao narcotráfico após um período de tensões entre Bogotá e Washington durante o governo de Donald Trump e a gestão do ex-presidente Gustavo Petro.
Operações contra grupos criminosos
A política de segurança de Espriella prevê ações contra organizações armadas e grupos ligados ao narcotráfico. O presidente disse que o governo realizou 17.147 prisões nos primeiros 36 dias de gestão e atingiu 24 líderes criminosos. Desse total, 19 foram capturados e cinco morreram.
As operações incluem bombardeios contra acampamentos de guerrilheiros na Amazônia e na fronteira com a Venezuela. A presença de menores entre as vítimas levou a Justiça a impor restrições aos ataques. Espriella afirmou que respeita as decisões, mas pretende contestá-las.
O governo também prepara um estatuto antiterrorista, que poderá classificar guerrilheiros, narcotraficantes e outras organizações criminosas como terroristas. A proposta deve ser enviada ao Congresso.








