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Promotoria cubana pede dez anos de prisão para opositor de Camagüey

Virgilio Mantilla Arango é acusado de propaganda contra a ordem constitucional e desacato após publicar críticas ao governo cubano.

Promotoria cubana pede dez anos de prisão para opositor de Camagüey

CAMAGÜEY — A Promotoria Provincial de Camagüey pediu dez anos de prisão para o opositor cubano Virgilio Mantilla Arango. Ele é processado por propaganda contra a ordem constitucional e desacato, após publicar nas redes sociais um vídeo com críticas ao regime comunista de Cuba e defesa de manifestações contra o governo de Miguel Díaz-Canel.

A acusação foi formalizada em abril e encaminhada ao Tribunal Provincial Popular de Camagüey. O processo aponta que a principal denúncia está ligada a uma gravação publicada por Mantilla no Facebook em setembro de 2025.

No vídeo, o opositor atribuiu ao regime as dificuldades econômicas, os apagões e as restrições à liberdade de expressão enfrentadas pela população cubana. Em um trecho, afirmou: “O único inimigo que temos é o regime cubano”. Mantilla também mencionou Miguel Díaz-Canel e Raúl Castro e incentivou protestos “sem medo”.

De acordo com a acusação, a publicação poderia estimular manifestações e causar instabilidade social. O Código Penal cubano prevê penas maiores para propaganda quando as declarações são divulgadas por meios de comunicação ou plataformas digitais.

Mantilla está preso preventivamente desde outubro do ano passado. Organizações que acompanham o caso afirmam que ele passou parte do período em uma cela de castigo e permaneceu vários meses detido sem julgamento antes de chegar à fase atual do processo.

A acusação por desacato se refere a outro episódio, ocorrido durante a prisão. Conforme o processo, um responsável por uma unidade penitenciária denunciou o opositor por declarações feitas dentro do presídio.

Prisões anteriores

Mantilla havia deixado a prisão em agosto de 2025, cerca de dois meses antes de ser detido novamente. A condenação anterior estava relacionada à repressão posterior aos protestos de 11 de julho de 2021, realizados em diferentes cidades cubanas contra o regime, a crise econômica e a falta de liberdade.

O opositor também foi preso durante o governo de Fidel Castro. Em 2004, recebeu uma pena de sete anos depois de participar de uma manifestação política em Camagüey. Na época, a Human Rights Watch o incluiu entre dissidentes cubanos presos por atividades políticas e pediu a libertação de opositores detidos pelo regime.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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