Marley acompanha Piper Stroud e avisa quando identifica alterações nos níveis de glicose da menina. A golden retriever, de três anos, foi treinada para detectar mudanças no sangue e se tornou uma camada adicional de apoio no controle da diabetes tipo 1.
Piper foi diagnosticada em 2022, aos sete anos, depois de apresentar sede e fome excessivas, mal-estar após comer doces e episódios em que acordava durante a noite para ir ao banheiro. A mãe, Faith De Santiago, percebeu as mudanças, levou a filha para fazer exames e descobriu a doença.
Faith é enfermeira de terapia intensiva cardiovascular e afirma que se sentiu sobrecarregada após o diagnóstico. A diabetes tipo 1 faz com que o pâncreas produza pouca ou nenhuma insulina e, se não for controlada e tratada com seriedade, pode trazer complicações.
Recursos usados no tratamento
Estudante do quinto ano, Piper utiliza o monitor contínuo de glicose Libre, da Abbott, e a bomba de insulina iLet, da Beta Bionics. O monitor envia leituras minuto a minuto e compartilha as atualizações no celular de Faith, que também é mãe de Willow, de 5 anos, e Charlie, de 2.
Mesmo com o equipamento, Faith procurou outras formas de acompanhamento. Ela conheceu no tiktok o trabalho de cães de alerta para diabéticos. A irmã dela criou uma campanha na GoFundMe para financiar as despesas, e a arrecadação permitiu que Marley chegasse à família.
“Quando Marley percebe qualquer mudança, avisa Piper e fica por perto enquanto ela verifica seu nível de glicose e toma as medidas apropriadas”, afirma Faith.
A cadela permanece atenta mesmo quando o monitor se comunica diretamente com a bomba de insulina. Piper diz que as duas são melhores amigas e descreve Marley como doce, engraçada, carinhosa e inteligente.
A menina também criou a própria “Faculdade de Diabetes”, com conteúdo, teste de 20 perguntas e certificados. Segundo Faith, Piper quer explicar a outras pessoas o que é a diabetes tipo 1 e como agir em uma emergência.








