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EUA impõem tarifa adicional de 50% sobre produtos do Canadá

Medida de Donald Trump começa em 15 de setembro e inclui restrições a bebidas, veículos e produtos lácteos canadenses.

EUA impõem tarifa adicional de 50% sobre produtos do Canadá
Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou uma tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos importados do Canadá. A medida foi formalizada em uma proclamação presidencial publicada pela Casa Branca nesta terça-feira (8/9).

As novas tarifas entram em vigor às 0h01, no horário do leste dos Estados Unidos, em 15 de setembro. A cobrança poderá ser acumulada com tarifas já existentes, incluindo as aplicadas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962.

A Casa Branca justificou a decisão com o que o governo americano classifica como discriminação canadense contra exportações dos Estados Unidos de veículos automotores e autopeças. Na proclamação, Trump afirma que o Canadá não cumpriu o compromisso de eliminar medidas consideradas discriminatórias contra o comércio americano.

Restrições a produtos canadenses

Além da tarifa, os Estados Unidos restringirão a entrada de determinados produtos canadenses a partir de 29 de setembro. A lista inclui bebidas alcoólicas, veículos automotores, produtos lácteos, motocicletas, melaço, derivados do soro do leite e cerveja sem álcool.

Entre as bebidas atingidas estão cerveja, vinho, sidra, uísque, vodca e outras bebidas destiladas. O valor anual dos produtos incluídos nas proibições chega a US$ 10 bilhões.

A decisão foi anunciada depois que o governo canadense colocou em vigor tarifas retaliatórias sobre produtos americanos. As alíquotas variam de 15% a 50% e atingem itens como aço, móveis, roupas e produtos eletrônicos.

O governo americano informou que priorizou produtos nos quais o Canadá tem baixa participação no mercado de importações dos Estados Unidos ou que contam com produção doméstica significativa ou fornecedores alternativos. A proclamação também prevê que o presidente possa excluir produtos do país afetado das importações americanas caso considere que a discriminação contraria os interesses públicos e nacionais dos Estados Unidos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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