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Forças dos EUA, Reino Unido e Noruega impedem teste russo no Ártico

Submersíveis russos deixaram a região de Svalbard sem concluir a operação; nenhum cabo submarino foi danificado.

Forças dos EUA, Reino Unido e Noruega impedem teste russo no Ártico

Estados Unidos, Reino Unido e Noruega impediram, nos primeiros meses deste ano, uma operação russa para testar uma tecnologia capaz de inutilizar cabos submarinos sem deixar sinais evidentes de sabotagem. Submersíveis russos foram acompanhados e confrontados por forças dos três países antes de deixar a área, sem concluir a missão.

Nenhum cabo foi danificado na operação, realizada nas proximidades do arquipélago de Svalbard, território norueguês no extremo norte europeu. A região abriga dois cabos de fibra óptica, com aproximadamente 1.400 quilômetros, que ligam o arquipélago ao território continental da Noruega e transportam dados recebidos pela estação de satélites SvalSat, usada também pela rede de comunicações espaciais da Nasa.

Tecnologia para operações em grandes profundidades

Duas autoridades ocidentais afirmaram que unidades da GUGI, divisão das Forças Armadas russas especializada em operações em grandes profundidades, tentavam instalar no local uma tecnologia desenvolvida por Moscou. O equipamento seria usado para inutilizar cabos sem deixar sinais claros ou permitir a identificação imediata do responsável.

As autoridades não informaram como a tecnologia funciona. O objetivo seria testar seu emprego contra infraestrutura submarina em um eventual conflito entre a Rússia e a Otan.

Em abril, Reino Unido e Noruega haviam informado que acompanharam uma operação envolvendo um submarino russo da classe Akula e unidades ligadas à GUGI no Atlântico Norte. O governo norueguês disse que as atividades indicavam a continuidade do desenvolvimento de meios para mapear e potencialmente sabotar infraestrutura ocidental em grandes profundidades.

O governo britânico afirma que mais de 99% do tráfego internacional de dados passa por cabos submarinos, que sustentam comunicações, operações financeiras e serviços digitais. Entre outubro de 2023 e o fim de 2025, pelo menos 11 cabos foram danificados ou rompidos no Mar Báltico.

A Otan ampliou as missões de vigilância após danos em cabos e outras instalações submarinas na Europa. A Rússia nega promover sabotagens em países da aliança ou preparar um confronto com a Otan.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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