O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou que os R$ 2 milhões em emendas individuais de sua autoria foram usados para financiar projetos esportivos e de letramento digital destinados a crianças e jovens. Ele disse que os repasses estão registrados no Portal da Transparência e negou qualquer irregularidade.
A Polícia Federal investiga suspeitas de desvio de emendas para a produção de Dark Horse, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Frias é produtor-executivo da obra. A empresária Karina da Gama, dona da produtora Go Up, também foi alvo da operação.
Críticas à operação
Alvo da ação realizada nesta quinta-feira (10), Frias classificou a operação como uma “cortina de fumaça” e afirmou que está colaborando com as investigações. Em vídeo divulgado nas redes sociais, declarou: “Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição, cortina de fumaça”.
A Operação Make Up foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino na última quinta-feira (3), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).
O deputado também questionou a condução do caso. Segundo Frias, sua defesa tentava acessar o inquérito havia meses, mas ele só soube o teor das acusações por meio da imprensa, no dia em que o mandado de busca e apreensão foi cumprido.
Materiais apreendidos
Frias disse que os agentes levaram celulares, documentos e um computador de sua residência. Ele afirmou ainda que as acusações se baseiam em matérias jornalísticas e em uma representação apresentada por uma parlamentar adversária política. O deputado mencionou o impacto emocional da operação sobre sua família.
Ele declarou que entregará os documentos solicitados e continuará cumprindo sua agenda. “Vou colaborar com tudo que for pedido, vou entregar cada documento”, afirmou, acrescentando que seguirá representando São Paulo e apoiando Flávio Bolsonaro.








