A empresa militar Idemma, sediada em Orlando, é acusada de atrasar salários de profissionais subcontratadas para atuar em ministérios católicos dentro de bases militares dos Estados Unidos. Os relatos apontam que alguns pagamentos estão pendentes há mais de um ano, com dívidas de milhares de dólares.
As profissionais trabalham como coordenadoras de educação religiosa e catequistas. O governo federal contrata empresas privadas para administrar serviços de apoio nas bases, e essas companhias subcontratam quem atende diretamente a comunidade. Apesar de atuarem nas instalações militares e sob supervisão espiritual de capelães, as profissionais têm vínculo financeiro e administrativo com a empresa contratada.
Relatos de dificuldades financeiras
As subcontratadas afirmam que os atrasos começaram em 2025 e se tornaram recorrentes. Paulette Padua diz ter mais de 8 mil dólares a receber. Segundo ela, a situação provocou estresse severo e problemas de saúde.
Dianne Hodges afirma que precisou retirar dinheiro do fundo de aposentadoria para pagar contas básicas e comprar presentes de Natal. As pendências também resultaram em taxas por atraso em cartões de crédito e dificuldades para manter financiamentos de imóveis e carros, afetando o sustento das famílias.
Michael Aldeguer, assistente administrativo da Idemma, afirmou que a maior parte das obrigações foi quitada, mas reconheceu que ainda existem contas em revisão. A empresa atribui os problemas de fluxo de caixa a dificuldades financeiras em outras áreas do negócio, incluindo o setor de música ao vivo, afetado pela pandemia.
A direção da Idemma prometeu avançar na resolução dos pagamentos até o fim deste ano e incluir juros nos saldos restantes. A empresa também criou recentemente um sistema centralizado de faturas para organizar a documentação e localizar divergências.
Reação da Igreja Católica
O arcebispo Timothy Broglio, responsável pela Arquidiocese para os Serviços Militares dos EUA, manifestou preocupação com a situação. A Igreja não tem relação comercial ou contratual com a Idemma, que responde diretamente ao governo federal.
Broglio afirmou, porém, que a empresa tem obrigação moral de pagar os trabalhadores no prazo. Ele pediu que a companhia cumpra seus compromissos e preserve o bem-estar dos profissionais que atuam no serviço religioso da comunidade militar.








