Um juiz federal determinou que Illinois não aplique sua lei de suicídio assistido à Arquidiocese de Chicago e a duas congregações católicas enquanto um processo continua. A decisão foi emitida em 11 de setembro pelo juiz distrital Franklin Valderrama e vale apenas para os autores da ação.
A ordem protege as Irmãs Carmelitas para Idosos e Enfermos e as Irmãzinhas dos Pobres. O arcebispo de Chicago, Blase Cupich, também participa do processo. O estado, segundo a decisão, continua livre para aplicar a lei em outros locais.
Ação por liberdade religiosa
A ação foi apresentada em 3 de setembro por representantes católicos, com apoio do escritório Becket. Os autores afirmam que a legislação viola a liberdade religiosa ao exigir que católicos participem de medidas para ajudar pacientes a encerrar a própria vida.
Em comunicado de 11 de setembro, Cupich disse que a lei deveria ser derrubada “permanentemente”. O arcebispo afirmou que a oposição da Igreja não busca impor o ensino católico a pessoas de outras religiões, mas impedir que o Estado obrigue prestadores católicos de saúde a agir contra a própria consciência.
A Madre Mary Rose Heery, superiora geral das Irmãs Carmelitas para Idosos e Enfermos, disse que a decisão trouxe tranquilidade às religiosas, aos moradores das instituições e às famílias. Segundo ela, a medida permite que as irmãs continuem seu trabalho de cuidado baseado no amor de Cristo.
Illinois passou a enfrentar disputas judiciais sobre a lei depois que o governador JB Pritzker a assinou em dezembro de 2025. A legislação permite que pessoas com doença terminal recebam de médicos prescrições letais para antecipar a própria morte.
Em agosto, o bispo de Springfield, Thomas Paprocki, uma casa de repouso luterana e quatro médicos de Illinois moveram uma ação semelhante. No fim daquele mês, o estado concordou em não aplicar a lei contra os autores enquanto o processo prossegue.
Em 11 de setembro, cinco associações religiosas de saúde, incluindo a Associação Católica de Saúde de Illinois e a Associação Nacional de Enfermeiras Católicas, aderiram à ação de Paprocki. Um médico e uma enfermeira também entraram no processo. A Thomas More Society afirmou que os autores representam 95% das instituições de saúde católicas de Illinois e mais de 13.000 profissionais de saúde no país.
Peter Breen, chefe de litígio do grupo jurídico, disse que busca ampliar a proteção aos profissionais representados no novo pedido. Para ele, a Primeira Emenda protege médicos, hospitais e ministérios de saúde católicos e cristãos que rejeitam o suicídio assistido e seguem suas convicções no atendimento aos pacientes.







