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Júri não chega a consenso, e julgamento de Lindsay Clancy é anulado nos EUA

A decisão levou a campanha para os pais da ré a elevar a meta para US$ 3 milhões; arrecadação passou de US$ 1,19 milhão.

Júri não chega a consenso, e julgamento de Lindsay Clancy é anulado nos EUA

O julgamento de Lindsay Clancy foi anulado depois que o júri não conseguiu chegar a um veredito unânime. A decisão foi tomada no sétimo dia de deliberações, em um tribunal de Plymouth, nos Estados Unidos.

A ré continua respondendo a três acusações de assassinato pela morte dos filhos Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses. As crianças morreram por estrangulamento em 24 de janeiro de 2023, na casa da família em Duxbury, Massachusetts.

Clancy admite ter matado os filhos, mas declarou-se inocente da acusação de assassinato. A defesa afirma que ela sofreu um surto psicótico relacionado à depressão pós-parto e a um acompanhamento psiquiátrico inadequado. A promotoria sustenta que a mulher agiu de forma consciente.

O júri, formado por 12 pessoas, informou que não conseguiria alcançar uma decisão unânime. Os jurados podiam condená-la por assassinato em primeiro ou segundo grau, homicídio culposo ou absolvê-la por incapacidade mental.

Campanha para os pais

A “Musgrove Family Fund”, criada para ajudar os pais de Lindsay, ultrapassou US$ 1,19 milhão, valor superior a R$ 6,1 milhões. A meta foi elevada para US$ 3 milhões após a anulação do julgamento.

Mike e Paula Musgrove moram em Connecticut e precisam viajar constantemente para Massachusetts para acompanhar a filha. A campanha afirma que as doações custeiam a permanência deles ao lado de Lindsay e o tratamento psiquiátrico dela. Os dois consentiram com o recebimento dos valores e são os únicos beneficiários.

As contribuições variam entre US$ 10, cerca de R$ 53, e US$ 30, aproximadamente R$ 150. Algumas doações chegaram a milhares de dólares. A página também recebeu mensagens de apoio à ré.

Próximas etapas

Antes da anulação, Kevin Reddington, advogado de Clancy, apresentou um recurso de emergência ao tribunal supremo estadual. Ele alegou que um jurado não seguia as instruções de deliberação e impedia um resultado unânime. A magistrada rejeitou o pedido.

Clancy, que tem 36 anos, é ex-enfermeira e ficou paraplégica após tentar se suicidar ao saltar de uma janela do segundo andar da residência. Presa desde 2023, ela deverá retornar à internação psiquiátrica, onde permanece sob custódia.

A promotoria poderá iniciar um novo julgamento, arquivar o caso ou negociar um acordo com a defesa. Uma audiência foi marcada para 29 de setembro, quando as partes deverão tratar do futuro do processo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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