PLYMOUTH — O juiz William Sullivan anulou nesta sexta-feira (4) o julgamento de Lindsay Clancy, acusada de matar os três filhos em Massachusetts, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada após o júri não conseguir chegar a um veredito unânime no sétimo dia de deliberações.
O júri, formado por 12 pessoas, informou ao juiz na manhã de ontem, pela terceira vez em sete dias, que não conseguia chegar a um acordo sobre as acusações. Antes de encerrar o processo, Sullivan permitiu que o advogado de Clancy, Kevin Reddington, apresentasse uma apelação de emergência à instância superior do estado.
Reddington afirmou à juíza Dalila Argaez Wendlandt que um integrante do júri não estaria seguindo as instruções da deliberação e estaria impedindo um veredito unânime. A magistrada rejeitou o pedido. Minutos depois, Sullivan retomou a sessão e declarou o julgamento anulado.
O juiz informou às partes que gostaria de realizar um novo julgamento até meados de dezembro. Uma audiência de acompanhamento processual foi marcada para o final deste mês. Reddington disse que pretende iniciar o segundo julgamento ainda em setembro.
O promotor do Condado de Plymouth, Timothy Cruz, afirmou que a acusação decidirá em uma audiência futura se levará o caso novamente a julgamento. “Nenhuma decisão a esse respeito será tomada hoje”, disse.
Clancy retornou ao Hospital Tewksbury, em Massachusetts, onde permanecerá internada em uma unidade psiquiátrica. Ex-enfermeira de 36 anos, ela responde a três acusações de assassinato pela morte por estrangulamento de Cora, de cinco anos, Dawson, de três, e Callan, de oito meses, em 24 de janeiro de 2023, na casa da família em Duxbury.
Clancy tentou se suicidar ao saltar de uma janela do segundo andar da residência e ficou paraplégica. Ela admite ter matado os filhos, mas se declarou inocente de assassinato. A defesa sustenta que houve um surto psicótico relacionado à depressão pós-parto e à assistência de saúde mental inadequada. A promotoria afirma que as mortes foram conscientes.








