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La Rioja retoma moeda local em confronto com políticas de Milei

Os chachos voltaram a circular em La Rioja, onde só são aceitos, em meio à disputa do governador Ricardo Quintela com Javier Milei.

La Rioja retoma moeda local em confronto com políticas de Milei

O governo de La Rioja retomou este ano a emissão dos chachos, uma moeda local com valor nominal equivalente a um peso argentino. A circulação, restrita à província, foi reiniciada em agosto pelo governador Ricardo Quintela, do peronismo, em oposição às políticas de austeridade do presidente Javier Milei.

A moeda já havia sido usada em 2024, durante uma disputa entre La Rioja e o governo federal sobre repasses reivindicados pelas províncias. Os chachos foram retirados de circulação em dezembro daquele ano.

O ministro da Fazenda provincial, Fabián Blanco, afirmou que a retomada atende a duas demandas: dos empregados e do setor econômico de La Rioja. Ele também disse que a experiência anterior teve apoio de comerciantes e que não houve inconvenientes.

A medida é alvo de críticas por provocar inflação, dificultar negócios com fornecedores e empresas de outras províncias e indicar falta de controle das contas públicas. Os chachos não são aceitos fora de La Rioja.

Em 2024, o governo provincial impôs uma moratória da dívida pública. Um relatório da Fitch informou que La Rioja acumula saldo devedor de US$ 204,98 milhões, além de juros acumulados e não pagos.

Críticas à emissão

O colunista Marcos Novaro afirmou que a população argentina rejeita a emissão descontrolada de moeda, que ele associou aos governos peronistas. Para Novaro, as decisões de Quintela são amplamente impopulares entre os argentinos.

Milei criticou a volta dos chachos em uma publicação no X, em agosto. O presidente afirmou que o peronismo sempre propõe gastar mais e financiar essas medidas com emissão de dinheiro. Ele relacionou esse modelo à hiperinflação na Argentina e citou que mais de 50% da população vivia na pobreza, 20% era indigente, 30% dos trabalhadores formais estava abaixo da linha da pobreza e 70% das crianças vivia na pobreza.

Milei classificou a medida como “uma receita para a escravidão a partir do impulso à pobreza” e chamou de “cínicos” os defensores dos chachos.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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