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Milei transfere gestão de residência presidencial para a Casa Militar

Cerca de 12 funcionários foram demitidos, enquanto a Casa Militar assumirá a segurança e a administração da Quinta de Olivos.

Milei transfere gestão de residência presidencial para a Casa Militar

O presidente da Argentina, Javier Milei, determinou a reorganização da equipe da Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência. Cerca de 12 funcionários foram demitidos na quinta-feira (17/6), entre eles Osvaldo Javier Sosa, administrador-geral da Casa Presidencial.

A Casa Militar passará a concentrar a segurança e a administração da residência presidencial. A transferência de responsabilidades e bens deverá ser concluída em até 60 dias. O órgão é subordinado à Secretária-Geral da Presidência, comandada por Karina Milei, irmã do presidente.

Mudanças na residência

A Administração Geral da Residência Presidencial de Olivos será absorvida pela Casa Militar. Com isso, a mesma estrutura ficará responsável pela proteção de Milei e pela administração da Quinta de Olivos e de outros imóveis usados temporariamente pelo presidente e sua família.

O governo argentino afirmou que a mudança não significa que todas as tarefas civis serão executadas por militares. Pessoas que mantêm contato com o presidente, porém, passarão a trabalhar sob as ordens da Guarda Presidencial.

A Casa Militar é comandada pelo coronel Sebastián Ignacio Ibáñez, que responde diretamente a Karina Milei. Além da segurança presidencial, a estrutura organiza a cobertura de eventos oficiais e aplica regras para a atuação da imprensa credenciada na Casa Rosada.

Motivos apresentados

Relatos associaram as demissões a possíveis vazamentos sobre a rotina, as atividades e o círculo íntimo de Milei. A gestão presidencial não confirmou oficialmente essa relação.

Em comunicado, o governo disse que a Casa Militar assumirá a “responsabilidade total” pela segurança da Quinta de Olivos e das residências temporárias usadas pelo presidente e sua família. A justificativa apresentada foi reforçar a segurança e agilizar os processos administrativos internos.

A Casa Rosada também citou a percepção de aumento da insegurança em nível global e a visita do papa Leão XIV à Argentina, prevista para novembro.

Reação sindical

O sindicato ATE Capital declarou estado de alerta e ameaçou adotar medidas de força. O líder sindical Daniel Catalano afirmou que funcionários foram ao trabalho, mas não puderam entrar e foram mandados para casa sem explicação.

A entidade representa trabalhadores do setor público nacional, municipal e de organismos localizados em Buenos Aires. Catalano também acusou Javier e Karina Milei de autoritarismo.

A Casa Militar já esteve envolvida em controvérsias sobre o trabalho de jornalistas e participou de procedimentos que restringiram a atuação de cinegrafistas durante aparições públicas do presidente.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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