São Paulo, Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,21 · Euro R$ 5,93 · Ibovespa 182.991 +0,00% São Paulo 19°C 19° / 33°
Mundo

Papa Leão XIV defende raízes cristãs e acolhimento de migrantes na Europa

Em Metz, o pontífice pediu diálogo entre culturas, entrada segura e legal de migrantes e compromisso com a paz.

Papa Leão XIV defende raízes cristãs e acolhimento de migrantes na Europa

O Papa Leão XIV pediu que a Europa retome suas raízes, incluindo a herança cristã, e acolha pessoas de outras culturas que vivem no continente. Em discurso a líderes europeus, ele defendeu que os migrantes possam entrar de forma segura e legal e sejam integrados às comunidades.

“Devemos compreender o significado histórico do que está acontecendo”, afirmou Leão, ao descrever a presença de imigrantes como um encontro entre povos e culturas que exige uma nova compreensão das raízes europeias. O papa também disse que valores como direitos humanos, liberdade, democracia, igualdade e Estado de direito podem sustentar o diálogo e o trabalho pela paz.

O discurso foi feito em 28 de setembro, no Centro de Conferências Robert Schuman, em Metz, durante o último dia da visita do pontífice à França, realizada entre 25 e 28 de setembro. O evento teve como tema “Às Raízes da Europa pela Paz e Unidade”. Metz fica a 43 quilômetros do triponto de Schengen, onde se encontram as fronteiras de Luxemburgo, França e Alemanha.

Referência a Robert Schuman

Leão citou Robert Schuman, um dos fundadores da União Europeia, que viveu em Metz e está enterrado nas proximidades. Segundo o papa, a experiência de Schuman em um período de mudanças de fronteiras contribuiu para a construção de uma Europa interessada em superar divisões e promover a reconciliação entre os países.

Schuman foi declarado “venerável” pelo Papa Francisco em 2021. Leão associou a formação cristã do estadista à defesa da igualdade, da dignidade do trabalho, do direito internacional, da paz e da fraternidade entre povos que haviam vivido longos períodos de conflito.

Entre os participantes do encontro estavam dirigentes das conferências episcopais da Europa, representantes de mosteiros, o presidente francês Emmanuel Macron, o príncipe Alberto II e a princesa Charlène de Mônaco, além de autoridades de Luxemburgo e da Alemanha. O auditório tinha 1.200 lugares.

Em uma mensagem aos jovens europeus, o papa pediu responsabilidade na promoção da paz e rejeição à violência e à opressão. Também os encorajou a defender a dignidade de cada pessoa, formar famílias e não temer o futuro.

Mais cedo, Leão se reuniu com o rabino-chefe da França e representantes de muçulmanos, budistas, protestantes e cristãos ortodoxos. Os líderes religiosos presentes assinaram uma declaração inter-religiosa após uma apresentação musical.

Na mensagem ao grupo, o pontífice afirmou que a grandeza de uma religião e de uma civilização deve ser medida pela forma como protegem e cuidam das pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Ele também disse que as tradições religiosas devem servir à paz, à fraternidade e à dignidade humana.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5