O papa Leão XIV afirmou que o trabalho humano permanece insubstituível diante dos avanços da inteligência artificial (IA). A declaração foi feita durante uma audiência privada, na segunda-feira, com representantes de duas associações trabalhistas do Vaticano.
Participaram do encontro integrantes da Associação de Funcionários Leigos do Vaticano e da Associação Mulheres no Vaticano. As entidades são as únicas associações trabalhistas do Estado da Cidade do Vaticano. A primeira foi fundada em 1979, e a segunda, em 2016.
Leão XIV disse que os avanços da IA podem alterar a forma como o trabalho é valorizado e realizado. Para o papa, é necessário preservar a centralidade da pessoa e a dignidade do trabalho diante das mudanças no mundo profissional.
“Diante dos desafios atuais no mundo do trabalho, especialmente aqueles impostos pelos desenvolvimentos da inteligência artificial, é mais importante do que nunca manter a atenção focada na centralidade insubstituível da pessoa humana e na dignidade inalienável do trabalho”, afirmou.
Com base na encíclica Magnifica Humanitas, o pontífice declarou que o trabalho não deve ser visto apenas como uma ferramenta. Segundo ele, a atividade profissional faz parte da condição humana e contribui para a maturidade, o desenvolvimento e a realização pessoal.
O papa também pediu a promoção do diálogo e destacou a participação das mulheres nas instituições. Ele afirmou que a contribuição feminina inclui experiência, discernimento, criatividade e praticidade, além de ampliar a compreensão sobre a realidade e os problemas enfrentados.








