O resultado do primeiro turno da eleição presidencial brasileira, realizado neste domingo (4), provocou manifestações de líderes políticos e empresários estrangeiros. Flávio Bolsonaro (PL) terminou essa etapa à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Donald Trump elogiou a rapidez do sistema de votação brasileiro, mas confundiu inicialmente o Brasil com a Índia em uma publicação. O presidente dos Estados Unidos também voltou a criticar o sistema eleitoral americano.
Elon Musk relacionou o desempenho da direita à menor atuação da Usaid, agência de desenvolvimento dos Estados Unidos. O empresário afirma que o órgão, que teve cortes durante o governo Trump, já teria favorecido grupos de esquerda e limitado manifestações conservadoras em redes sociais de vários países.
Reações na América Latina e em Israel
Na Argentina, Javier Milei comemorou o resultado e disse que a liberdade avança no Brasil. O presidente argentino classificou a eleição como histórica por representar uma reação ao modelo associado a Lula e afirmou querer ampliar as parcerias comerciais e culturais entre os países.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, parabenizou Flávio Bolsonaro e declarou que deseja reconstruir a relação de amizade entre as duas nações. Milei e Netanyahu mantêm posições públicas de afastamento e oposição ao governo do PT.
Na Colômbia, Abelardo de la Espriella celebrou a vantagem de Flávio Bolsonaro, enviou um abraço fraternal e desejou uma derrota da esquerda no Brasil. O ex-presidente colombiano Gustavo Petro respondeu com críticas. Ele afirmou que o progressismo ajudou a reduzir a desigualdade na América Latina e chamou líderes de direita de fantoches que não entendem as mudanças humanistas necessárias na história regional.
Na Venezuela, María Corina Machado reconheceu a liderança parcial de Flávio Bolsonaro e disse que o Brasil tem peso decisivo no futuro da América Latina. Ela apresentou o resultado como um sinal de esperança para os venezuelanos e afirmou que o país seguirá em breve pelo caminho da liberdade.
Machado também declarou que as forças de oposição da região pretendem superar sistemas políticos ligados ao comunismo, à violência estatal e ao crime organizado.







