A cidade francesa de Lourdes espera receber cerca de 250 mil visitantes neste fim de semana, 26 e 27 de setembro de 2026, durante a visita do Papa Leão XIV. O vilarejo tem 10 mil habitantes, e a programação inclui uma missa para 150 mil fiéis presentes simultaneamente.
O pontífice fará sua primeira viagem oficial à França com uma agenda voltada para orações, reuniões com bispos e um diálogo reservado com doentes. Ele deve rezar na gruta associada às aparições de Nossa Senhora e liderar a procissão das velas.
A programação também prevê a Santa Missa, reuniões com a Conferência Episcopal Francesa e uma visita ao Accueil Notre Dame, hospital que atende peregrinos enfermos. Leão XIV terá ainda um encontro privado com sete sobreviventes de abuso sexual na Igreja.
Hotelaria e segurança
Lourdes tem a maior concentração de hotéis da França depois de Paris. A rede hoteleira opera em capacidade total, enquanto os preços subiram com o aumento da demanda. O perfil dos visitantes também mudou, com mais pessoas viajando por conta própria em vez de participar de excursões de grandes dioceses.
O acesso de carros foi restringido nas áreas próximas ao santuário, e os peregrinos precisam fazer registro prévio para participar da programação. A segurança foi reforçada devido ao cenário geopolítico atual.
A movimentação supera o fluxo habitual da cidade, estimado em 20 mil pessoas. Ao longo do fim de semana, a previsão é que quase um quarto de milhão de visitantes passe pela região.
História religiosa
A importância de Lourdes para o catolicismo remonta a 1858, quando Bernadette Soubirous, uma jovem camponesa, relatou ter visto Nossa Senhora em uma pequena caverna. O local se tornou um dos maiores centros de peregrinação do mundo e ficou conhecido por relatos de curas milagrosas.







