NOVA YORK — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania brasileira durante o discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22/9). Ele afirmou que o governo continuará explorando e protegendo os recursos naturais do país.
“Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro e é em benefício dele que serão exploradas”, disse Lula. O presidente também afirmou que o acesso aos minerais brasileiros deverá estar ligado à geração de valor no território nacional, à transferência de tecnologia e ao abastecimento de setores estratégicos.
Lula criticou a possibilidade de intervenção estrangeira no território brasileiro e afirmou que o país não pretende terceirizar a defesa de suas fronteiras. Ele disse que o Brasil precisa de cooperação para interromper o fluxo de armas e dinheiro destinado ao crime organizado, e mencionou uma proposta entregue pessoalmente ao presidente dos Estados Unidos.
No discurso, o presidente destacou a redução do desmatamento na Amazônia, que alcançou o menor nível em 11 anos, e apresentou o Brasil como referência em energia limpa. Também afirmou que o país possui minerais críticos e terras raras necessários para a transição energética.
Soberania e eleições
Lula criticou ameaças de interferência externa em processos eleitorais e afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. Ele defendeu parceiros com uma agenda voltada ao desenvolvimento e disse que diferenças ideológicas não deveriam impedir uma maior integração entre os países vizinhos.
O presidente também declarou que a democracia voltou a estar sob pressão diante da ingerência externa em processos eleitorais.
Após o discurso de Lula, estava prevista a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No ano passado, o pronunciamento do chefe da Casa Branca durou cerca de 58 minutos.








