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Macron ordena plano francês contra ações híbridas atribuídas à Rússia

Presidente reuniu líderes partidários e órgãos de segurança para discutir drones, ataques cibernéticos e ameaças a infraestruturas estratégicas.

Macron ordena plano francês contra ações híbridas atribuídas à Rússia

O presidente da França, Emmanuel Macron, determinou nesta sexta-feira (18) que o governo prepare um plano contra a intensificação de ações híbridas atribuídas à Rússia. A medida inclui a proteção de infraestruturas críticas e de instalações sensíveis das áreas de defesa e tecnologia contra drones e ataques cibernéticos.

Macron reuniu no Palácio do Eliseu os líderes dos partidos representados no Parlamento francês. Também participaram representantes da inteligência externa, da inteligência interna e da inteligência militar do país: DGSE, DGSI e DRM. Os presentes receberam avaliações sobre a guerra na Ucrânia, as ameaças a países europeus e a situação no Oriente Médio.

“Nas últimas semanas, a ameaça, particularmente a ameaça híbrida russa contra os europeus e contra a França, se intensificou”, afirmou o presidente após o encontro.

Vigilância e ameaças

As autoridades francesas aumentaram a vigilância sobre operações de influência estrangeira. Na quarta-feira (16), Macron comandou uma reunião do Conselho de Defesa e Segurança Nacional dedicada ao tema. No dia seguinte, o ministro do Interior se reuniu com responsáveis pelas zonas de defesa para reforçar medidas preventivas.

Macron disse que Moscou ampliou neste ano as ações contra interesses europeus e que o perfil das ameaças russas está mudando. Entre os casos mencionados estão uma tentativa de ataque contra o aeroporto de Leipzig, na Alemanha, incursões no espaço aéreo de países europeus e o disparo de um sinalizador próximo a uma fragata dinamarquesa.

Autoridades alemãs atribuíram ao serviço de inteligência militar russo GRU a tentativa de ataque com drones contra o aeroporto de Leipzig. Macron declarou que episódios semelhantes não poderiam ficar “sem resposta”.

O presidente francês afirmou que ações russas em território europeu terão consequências. Segundo ele, França e Rússia mantêm contatos entre seus serviços, mas as operações híbridas recentes não foram precedidas por avisos. “No dia em que formos atacados fisicamente, não seremos avisados”, disse.

Macron também afirmou que ataques informacionais e cibernéticos contra a França foram documentados e atribuídos, e classificou como real o risco de novas ações. Nesta semana, Ursula von der Leyen defendeu um protocolo comum para respostas europeias a sabotagens, ataques cibernéticos, incêndios criminosos e incursões de drones atribuídos à Rússia.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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