São Paulo, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% São Paulo 18°C 17° / 24°
Mundo

Nobel da Paz é concedido à jurista sul-africana Navi Pillay

Comitê norueguês reconheceu a atuação de Pillay na promoção da paz e do direito internacional.

Nobel da Paz é concedido à jurista sul-africana Navi Pillay

O Comitê Norueguês do Nobel concedeu nesta sexta-feira (9) o Prêmio Nobel da Paz à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia afirmado pelo segundo ano seguido que merecia receber a honraria.

Em comunicado, o comitê disse que Pillay foi reconhecida “por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional”. A jurista defendeu opositores ao apartheid no início da carreira e foi aliada de Nelson Mandela. O sistema discriminatório governou a África do Sul entre 1948 e 1994.

Pillay também atuou como juíza na Alta Corte da África do Sul, no Tribunal Penal Internacional para Ruanda e no Tribunal Penal Internacional. O tribunal para Ruanda foi criado para julgar os responsáveis pelo genocídio de 1994 no país africano.

Atuação internacional

A jurista ocupou ainda o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e presidiu a Comissão Internacional de Inquérito Independente da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados.

Atualmente, Pillay é juíza na Corte Internacional de Justiça, em um caso no qual Mianmar é acusado de genocídio contra a minoria muçulmana rohingya no estado de Raquine.

O Comitê Norueguês do Nobel afirmou que Pillay responsabilizou Estados e líderes nacionais e defendeu o cumprimento do Estado de Direito por indivíduos e governos.

A atuação dela também foi alvo de críticas. Em 2014, mais de cem integrantes do Congresso dos Estados Unidos enviaram uma carta a Pillay, então alta comissária da ONU, alegando viés da organização contra Israel.

Em 2025, a comissão que ela presidia acusou Israel de cometer “genocídio” na guerra na Faixa de Gaza contra o grupo Hamas. Na ocasião, Pillay declarou que havia intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que preenchiam os critérios da Convenção sobre Genocídio.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5