SÃO PAULO — Pizzarias próximas ao Pentágono registraram movimentação acima do padrão nesta sexta-feira (2/10), segundo o monitor independente PizzINT. O aumento ocorreu em um dia de tensão diplomática entre os Estados Unidos e o Brasil e a dois dias do primeiro turno das eleições brasileiras.
O rastreador acompanha dados públicos de estabelecimentos localizados perto do complexo militar, em Arlington, na Virgínia. A ferramenta compara o fluxo atual com padrões históricos e classifica alterações na atividade das pizzarias. Na tela consultada nesta sexta, o índice aparecia em DOUGHCON 1, nível usado pelo próprio site para indicar aumento da prontidão das forças.
O que os dados mostram
A Domino’s aparecia com movimento acima do normal. A Extreme Pizza registrava atividade abaixo do padrão, enquanto o District Pizza Palace apresentava um pico de 222% em relação à referência do rastreador.
A chamada Teoria da Pizza do Pentágono relaciona o aumento de pedidos nas proximidades do complexo a períodos de crise ou a operações que exigiriam trabalho prolongado. O monitoramento já havia identificado altas antes dos ataques militares na Venezuela, em janeiro de 2026, e ao Irã, em junho deste ano.
Os dados, porém, não mostram quem frequenta os estabelecimentos nem a razão do movimento. Eventos, clima, obras e falhas nos dados também podem causar picos. Não há validação pública de que o índice consiga prever ações do Pentágono.
Operação da Polícia Federal
No mesmo dia, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Entorno do Distrito Federal. A investigação apura um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Brasil.
O governo americano suspendeu os serviços consulares na Embaixada dos EUA em Brasília e nos consulados de Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo por questões de segurança. A PF informou que, até o momento, as diligências não encontraram elementos que confirmassem os riscos apontados. A análise dos equipamentos e das mídias apreendidos continua.
O caso ocorre às vésperas do primeiro turno das eleições brasileiras, marcado para domingo (4/10). No mesmo dia, Donald Trump afirmou que acompanha o processo eleitoral brasileiro muito de perto, após ser questionado sobre eventual apoio a Flávio Bolsonaro.








