VIRGÍNIA — O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou Elon Musk como um dos líderes de um projeto sobre o futuro dos conflitos e declarou que as Forças Armadas não terão espaço para pessoas que classificou como “gordos”, transgêneros, homens com barba, “frouxos” ou “radicais”.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (30/9), na Base do Corpo de Fuzileiros Navais de Quantico, durante o anúncio do Projeto Meridian, iniciativa do Departamento de Guerra para estudar a evolução dos conflitos e as tecnologias necessárias nas próximas guerras.
“Nada de gordos, nada de trans, nada de barbudos, nada de esquisitões, nada de frouxos, nada de radicais. Apenas guerreiros”, afirmou Hegseth.
Musk vai co-liderar o projeto com Palmer Luckey, executivo do setor de tecnologia de defesa, e Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A coordenação ficará com Amiel Michael, diretor de tecnologia do Departamento de Defesa.
A iniciativa deverá reunir especialistas em tecnologia, inovação e defesa para avaliar novas capacidades militares. Hegseth disse que o objetivo é antecipar as características dos conflitos futuros e acelerar o desenvolvimento de ferramentas para as Forças Armadas.
Redução de cargos
No mesmo discurso, Hegseth anunciou uma redução de 20% nos cargos de generais e almirantes. A medida integra a reorganização da estrutura de comando defendida por ele desde o início da gestão e, segundo o secretário, pretende diminuir a quantidade de oficiais de alta patente e concentrar a estrutura militar na capacidade operacional e na preparação para conflitos.
A fala ocorreu um ano depois de Hegseth reunir a alta cúpula militar em Quantico para apresentar mudanças na estrutura e na cultura das Forças Armadas. De acordo com o secretário, os militares que aceitaram as prioridades do governo do presidente Donald Trump permaneceram em seus cargos.
Entre as mudanças anunciadas estão alterações na estrutura do Departamento de Defesa, com foco em novas tecnologias, sistemas autônomos e no apoio religioso aos militares.








