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Política

Disputa presidencial pode perder apoio local se governadores vencerem no 1º turno

Pesquisas indicam vantagem ampla de candidatos ao governo em vários estados, cenário que pode afetar a mobilização no segundo turno presidencial.

Disputa presidencial pode perder apoio local se governadores vencerem no 1º turno

A definição da eleição para governador no primeiro turno é considerada possível em até 19 estados e pode reduzir a estrutura política disponível para mobilizar eleitores em uma eventual segunda rodada presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.

Felipe Nunes, CEO da Quaest, afirma que estados onde a disputa pelo governo termina na primeira votação tendem a registrar uma abstenção cerca de dois pontos percentuais maior no segundo turno. O efeito, porém, depende da vantagem de cada candidato à Presidência em cada estado.

Estados com liderança ampla

Em São Paulo, Tarcísio de Freitas aparece com 52% das intenções de voto para o governo, contra 35% de Fernando Haddad, segundo pesquisa divulgada em 24 de agosto. Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro registra 38% entre os paulistas, ante 33% de Lula.

No PL, a avaliação é de que Tarcísio manteria o apoio a Flávio mesmo se fosse reeleito no primeiro turno. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também participa da articulação em favor da candidatura presidencial.

Em Santa Catarina, Jorginho Mello tem 50%, contra 17% de João Rodrigues, 4% de Gelson Merísio e 2% de Marcus Sodré. Mello também lidera as duas simulações de segundo turno, com 56% contra 24% de Rodrigues e 63% contra 16% de Merísio.

Arthur Henrique aparece com 60% em Roraima, diante de 27% de Soldado Sampaio. No Maranhão, Eduardo Braide soma 44%, contra 25% de Orleans Brandão. No Amapá, Dr. Furlan tem 62%, ante 31% de Clécio Luís.

Entre os aliados de Lula, Rafael Fonteles lidera no Piauí com 62,4%, contra 20,9% de Joel Rodrigues.

Possível efeito sobre a abstenção

Elias Tavares, cientista político, afirma que a eleição estadual pode funcionar como uma força de mobilização para a disputa presidencial. Ele também ressalta que governadores eleitos na primeira rodada podem redirecionar suas estruturas para o segundo turno nacional.

O risco alcança oito estados onde a corrida está concentrada em dois candidatos: Pernambuco, Ceará, Bahia, Pará, Alagoas, Mato Grosso, Rondônia e Sergipe. Outros cinco — Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul — têm líderes com vantagem suficiente para tornar plausível uma vitória no primeiro turno.

No Paraná, Sergio Moro lidera com 45%, seguido por Requião Filho, com 24%, e Sandro Alex, com 17,5%. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes marca 43,5% em um cenário e 47,4% em outro. Douglas Ruas registra 20,3% e 22,7%, respectivamente.

Pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio com 46% e Lula com 45% em uma simulação de segundo turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que configura empate técnico.

Para Tavares, a desmobilização não implica perda automática para um dos candidatos. Magno Karl avalia que o efeito pode ser maior entre eleitores de menor renda e escolaridade, grupo com maior concentração na coalizão de Lula. Ele cita o Rio de Janeiro como exemplo de estado em que a definição antecipada do governo não impediu o aumento da participação presidencial em 2022.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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