O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, começa nesta terça-feira (8) uma viagem pela América do Sul sem incluir o Brasil no roteiro. Ele passará por Colômbia, Equador e Peru e permanecerá na região até quinta-feira (10).
A primeira parada será Barranquilla, na Colômbia. Rubio se reunirá com o presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o governo em agosto após derrotar a esquerda nas eleições deste ano. Será o primeiro encontro presencial entre os dois como chefe da diplomacia americana e presidente colombiano.
Temas da viagem
A reunião deve tratar de segurança regional, combate ao narcoterrorismo, ampliação dos vínculos comerciais e assistência dos Estados Unidos à Colômbia após o terremoto de agosto. A chancelaria colombiana afirmou que o encontro busca iniciar uma “nova etapa” na relação entre Bogotá e Washington.
A visita ocorre pouco mais de um mês depois da posse de De la Espriella. O governo colombiano tem procurado estreitar os laços com o presidente Donald Trump, especialmente nas áreas de segurança e combate ao narcotráfico. A mudança ocorre depois dos atritos registrados durante o governo de Gustavo Petro.
Depois da Colômbia, Rubio viajará ao Equador, onde encontrará o presidente Daniel Noboa, e ao Peru, para uma reunião com a presidente Keiko Fujimori. A agenda marcará a primeira visita oficial de Rubio ao Peru e à Colômbia desde que ele assumiu o cargo.
A viagem ocorre durante uma mudança no cenário político sul-americano. Vitórias eleitorais da direita na Colômbia, no Peru e no Chile aumentaram o número de governos próximos à Casa Branca. Na semana passada, Trump declarou que a América do Sul está “indo para a direita” e associou o movimento à melhora da posição dos Estados Unidos na região.
Argentina, Paraguai e Bolívia também têm governos de direita aliados dos Estados Unidos. A Venezuela, comandada pelos chavistas, é próxima de Washington neste momento, enquanto o governo americano lidera a transição política no país desde a captura de Nicolás Maduro. No Equador, forças americanas e equatorianas realizam operações conjuntas contra organizações criminosas no Pacífico.








