O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que atingiu três petroleiros iranianos depois que a Guarda Revolucionária Islâmica lançou mísseis balísticos contra dois navios de guerra americanos. De acordo com o Exército dos EUA, dois petroleiros foram desabilitados e um terceiro foi destruído. Um dos navios foi atingido perto da ilha de Kharg, no Golfo Pérsico.
O comandante do Comando Central, almirante Brad Cooper, disse que Washington aumentou o custo imposto ao Irã com a operação. O governo americano também afirmou que nenhum militar dos EUA ficou ferido. Autoridades iranianas não relataram vítimas nos ataques aos petroleiros.
Reação do Irã
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou a ação em uma carta do Ministério das Relações Exteriores iraniano. O documento classifica os ataques como ilegais e afirma que eles ocorreram no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.
O ministério declarou que os ataques violam a Resolução 4.662 do Conselho de Segurança das Nações Unidas e representam uma ameaça à paz, à segurança internacionais e ao comércio internacional. A pasta também chamou a ofensiva de crime de guerra.
Na carta, o governo iraniano afirmou que os Estados Unidos serão responsabilizados pelas consequências caso continuem o bloqueio marítimo, a guerra econômica e as ações contra navios comerciais iranianos. O texto ainda menciona a defesa dos interesses nacionais do Irã diante do que classifica como terrorismo de Estado e intervenção hostil na região.
Tensão no Estreito de Hormuz
Os ataques ocorreram em meio à elevação das tensões no Estreito de Hormuz. O Centcom afirmou que as operações americanas foram uma resposta a uma ameaça considerada iminente e a tentativas de ataque contra a navegação comercial.
Na terça-feira (1º), após ataques a dois navios-tanque da Guarda Revolucionária do Irã em Hormuz, Teerã alvejou zonas do Bahrein, Kuwait e Jordânia, onde existem bases navais dos EUA no Oriente Médio. A rota concentra cerca de 20% do petróleo mundial. Durante a semana, Donald Trump chamou o local de Estreito de Trump.








