A retirada do sigilo de processos ligados às investigações do Banco Master ganhou repercussão internacional nesta sexta-feira (11), em meio à crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida começou na noite de quinta-feira (10), quando o ministro André Mendonça atendeu a uma solicitação do presidente da Corte, Edson Fachin.
Os documentos divulgados revelaram novos desdobramentos do caso Master, entre eles uma investigação contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A abertura dos processos ocorreu enquanto Fachin buscava conter o confronto público entre Mendonça e Alexandre de Moraes.
A disputa entre os ministros foi descrita como uma das crises internas mais graves do STF em décadas. A repercussão também destacou a divisão provocada pela investigação e as acusações trocadas entre Moraes e Mendonça.
Investigações e efeitos políticos
A crise passou a produzir efeitos sobre a campanha presidencial. A campanha de Lula foi descrita como estando na “defensiva”, enquanto a investigação alcançou mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro dirigidas a Alexandre de Moraes. Flávio Bolsonaro também foi citado como alvo de investigação.
As informações divulgadas mencionaram ainda o contrato firmado pelo escritório comandado pela mulher de Moraes com o Banco Master. Também foram citadas suspeitas de corrupção, parcialidade política e interferência sobre a Polícia Federal envolvendo diferentes integrantes da Corte.
O STF cancelou duas sessões consecutivas em meio às acusações envolvendo seus integrantes. A Corte também se prepara para decidir se haverá uma investigação formal contra Moraes.
Nesta sexta-feira, Mendonça ampliou a retirada do sigilo para outros processos ligados ao caso Master. Entre eles estão a investigação sobre o filme Dark Horse e apurações envolvendo os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), além do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.








