A sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes terminou sem decisão concreta após um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O julgamento também analisava a conduta de André Mendonça na Corte.
A reunião extraordinária durou mais de seis horas e teve bate-bocas e tensão entre os ministros. Não houve definição sobre a abertura de investigação contra Moraes nem sobre a realização, na mesma sessão, do julgamento envolvendo os dois ministros.
A repercussão internacional concentrou-se no confronto entre Moraes e Mendonça e no momento político em que o julgamento ocorreu, às vésperas da eleição presidencial de outubro. A cobertura classificou os dois ministros como representantes de extremos opostos do espectro político polarizado do Brasil.
Também foi destacado que Moraes acusou Mendonça de atuar a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe de Estado no Brasil. Mendonça foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer e é associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por sua atuação no julgamento que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
A sessão foi descrita ainda como parte de uma disputa política entre Lula e seu rival de extrema direita, Flávio Bolsonaro. O caso envolve o extinto Banco Master, cuja fraude é apontada como a maior da história brasileira, e também investiga Flávio Bolsonaro.
A cobertura internacional afirmou que especialistas consideram o episódio a maior crise do STF desde o retorno da democracia, em 1988. O tribunal também foi descrito como um dos mais transparentes do mundo por transmitir publicamente a sessão. Moraes rejeitou as acusações relacionadas ao banqueiro investigado no caso.







