O ministro Alexandre de Moraes pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, a retirada integral do sigilo dos documentos relacionados ao caso Master. No mesmo ofício, solicitou a intimação de todos os ministros e juízes mencionados na investigação sobre fraudes no banco.
Moraes também quer que sejam julgados em conjunto os casos ligados à sua citação no inquérito e o pedido de investigação contra o ministro André Mendonça por abuso de autoridade. O documento foi apresentado nesta 6ª feira (11.set.2026).
Questionamentos sobre documentos
Segundo Moraes, Mendonça não disponibilizou 180 documentos e foi “seletivo” na liberação das provas para o julgamento marcado para 15 de setembro. O ministro afirmou que a restrição dificultou a análise do material reunido na investigação.
A alegação consta de trecho do ofício em que Moraes afirma que o sigilo foi retirado apenas parcialmente em 15 procedimentos contidos ou relacionados à PET 15.556. Ele atribuiu a Mendonça interesse direto no julgamento.
A crise entre os ministros começou em 1º de setembro, quando Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal com conversas entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Moraes. O documento também apontou contratos com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, e diálogos sobre as investigações envolvendo o banco.
No mesmo dia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do relatório e afirmou que Mendonça teria atropelado as investigações. Em 3 de setembro, Moraes pediu a abertura de investigação contra Mendonça por abuso de autoridade.
Decisões da Presidência do STF
Na 4ª feira (9.set.2026), Fachin decidiu reunir os pedidos em uma petição única e determinou que os ministros e autoridades envolvidos prestassem esclarecimentos. Também marcou para 15 de setembro a análise do pedido de investigação contra Moraes.
Fachin retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news e suspendeu as decisões de Mendonça e Flávio Dino sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Dino havia reintegrado Rodrigues ao cargo na 4ª feira (9.set.2026), depois que Mendonça o afastou na 3ª feira (8.set.2026).
O plenário do STF analisará, em sessão aberta, o pedido de investigação contra Alexandre de Moraes em 15 de setembro.








