O Grupo de Estudo 7 do Sínodo dos Bispos apresentou nesta sexta-feira (11) uma proposta para reformar as visitas ad limina apostolorum. A ideia é ampliar a participação espiritual e missionária nesses encontros, com o envolvimento de leigos e religiosos desde a preparação.
As visitas são viagens obrigatórias feitas por bispos de todo o mundo a Roma. Durante o período, eles visitam os túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo e se reúnem com o papa. A proposta busca reduzir o caráter administrativo desses compromissos e transformá-los em momentos de troca espiritual, nos quais os bispos representem as comunidades e levem ao pontífice os desafios e as experiências de fé de suas regiões.
Participação das comunidades
O plano prevê que a preparação comece antes da viagem, nas próprias comunidades. Padres, diáconos, religiosos e fiéis leigos seriam convocados pelos bispos para colaborar na elaboração do relatório levado ao papa. O documento deverá resultar de um processo compartilhado e refletir a voz dos católicos locais.
O grupo também propõe que uma delegação de fiéis acompanhe o bispo a Roma. Depois do retorno, o bispo e os representantes fariam reuniões públicas para apresentar os resultados do encontro com o pontífice.
A renovação é associada à “eclesiologia de comunhão” do Concílio Vaticano II e ao conceito de “sinodalidade missionária”. A proposta também cita a constituição apostólica Praedicate Evangelium, do Papa Francisco, que busca descentralizar o poder e colocar a Cúria Romana a serviço das igrejas locais.
Com a mudança, o Vaticano espera fortalecer a participação dos católicos na relação com o papa. Conselhos pastorais e leigos passariam a contribuir para identificar necessidades de cada cultura e compartilhar práticas entre dioceses. A unidade da Igreja seria reforçada pela escuta mútua e pela corresponsabilidade na missão cristã, em vez de depender apenas do controle administrativo.







