Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Mundo

Tribunal europeu analisa pedidos para retirar nomes de registros de batismo

Caso iniciado na Bélgica discute se a Igreja Católica deve apagar dados batismais sob as regras europeias de proteção de dados.

Tribunal europeu analisa pedidos para retirar nomes de registros de batismo

O Tribunal de Justiça da União Europeia analisa se a Igreja Católica deve apagar nomes de registros batismais quando essa remoção é solicitada. O caso envolve a aplicação do Regulamento Geral de Proteção de Dados da Europa e foi encaminhado pelo Tribunal de Apelação de Bruxelas.

A disputa começou em 2023, quando uma pessoa da Diocese de Ghent, na Bélgica, pediu a retirada completa de todos os seus dados dos registros da Igreja local. A diocese se opôs ao pedido. A decisão do tribunal europeu é esperada até o final de 2026 ou em algum momento de 2027.

Argumentos dos bispos

Em documento de posicionamento de 2 de setembro, a Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia rejeitou a ideia de que o registro batismal seja uma lista de membros da Igreja Católica. Para a comissão, trata-se de um registro de eventos históricos e de um instrumento probatório usado em questões da vida interna da instituição.

Os bispos citaram como exemplos a verificação de casamento, de profissão em um instituto religioso e de crisma. Segundo o documento, a retirada dos registros tornaria impossível confirmar esses eventos vitais.

A comissão também afirmou que obrigar a Igreja a excluir os dados faria a instituição adaptar seus registros aos sentimentos ou opiniões de uma pessoa. Na avaliação dos bispos, isso exigiria uma mudança na reflexão teológica protegida pela autonomia da Igreja.

Outro argumento apresentado é que as exclusões poderiam levar católicos e não crentes a concluir que o batismo é repetível e opcional. Para a comissão, essa política afetaria a substância do sacramento e impediria seriamente o funcionamento adequado da Igreja.

Alessandro Calcagno, advogado e secretário-geral assistente para os bispos europeus, afirmou no ano passado que os procedimentos não eram uma iniciativa da União Europeia contra a Igreja, mas uma resposta a esclarecimentos solicitados em nível nacional.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5